Uma história interessante unindo dois "abandonados": a professora de chinês cujo marido parece mais um estranho do que cônjuge e o estudante, aluno dela, praticamente abandonado pela família. Alguns incidentes aproximam a mulher e o rapaz, e a iniciativa parte dele, ao contrário do que costuma acontecer na realidade: são conhecidos vários casos de professoras (professores também) seduzindo alunos e tendo relações sexuais com eles. Aqui a professora age de modo bastante correto e no final parece ter conseguido o que almejava, daí um dia de sol e céu azul, substituindo dias e dias chuvosos.
É um belo filme. A chuva aqui evidencia-se como metáfora/símbolo da interioridade nublada das personagens centrais: professora/aluno. Nesse encontro de duas solidões, há uma espécie de amparo mútuo. A professora que tem uma necessidade de afeto por lhe faltar um filho e tbm pelo marido demasiadamente ausente. O aluno cujos pais tbm não se fazem presentes. Há ainda uma questão política de fundo entre Malásia x Singapura e mesmo a da velhice em desamparo do sogro da professora de mandarim. O mais belo mesmo é o modo como se dão em todas as suas nuances e dificuldades as relações humanas.
Apesar dos acontecimentos irem se desenvolvendo de uma forma bem previsível é um
filme acima da média/
A vida é uma tragédia, né?
Esse filme tem sua identidade. É válido de existir.
Aposta de Singapura para o Oscar 2021
Filmow, especifique essas notas. 0,5 ou 1,0 é radical demais para avaliação de filmes como esse, que pontuam fora de padrões.
Uma história interessante unindo dois "abandonados": a professora de chinês cujo marido parece mais um estranho do que cônjuge e o estudante, aluno dela, praticamente abandonado pela família. Alguns incidentes aproximam a mulher e o rapaz, e a iniciativa parte dele, ao contrário do que costuma acontecer na realidade: são conhecidos vários casos de professoras (professores também) seduzindo alunos e tendo relações sexuais com eles. Aqui a professora age de modo bastante correto e no final parece ter conseguido o que almejava, daí um dia de sol e céu azul, substituindo dias e dias chuvosos.
É um belo filme. A chuva aqui evidencia-se como metáfora/símbolo da interioridade nublada das personagens centrais: professora/aluno. Nesse encontro de duas solidões, há uma espécie de amparo mútuo. A professora que tem uma necessidade de afeto por lhe faltar um filho e tbm pelo marido demasiadamente ausente. O aluno cujos pais tbm não se fazem presentes. Há ainda uma questão política de fundo entre Malásia x Singapura e mesmo a da velhice em desamparo do sogro da professora de mandarim. O mais belo mesmo é o modo como se dão em todas as suas nuances e dificuldades as relações humanas.
o signo impera