Every Body

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Every Body (2023)
Every Body
Média do filme: 3.5 de 5 — baseado em 7 votos
MÉDIAFILMOW
3.5
7 Avaliações
Minha avaliação:
Salvando
Dirigido por Julie Cohen
Data de lançamento 18 Ago. 2023 Outras datas
Duração 92 min (1h32)

Dirigido por

Data de lançamento

18 Ago. 2023

Duração

92 minutos
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Sinopse

Concentra-se em três indivíduos que superaram a vergonha, o segredo e a cirurgia não autorizada durante a infância para desfrutar de uma vida adulta bem-sucedida. Optando por ignorar as recomendações médicas para ocultar seus corpos.

Gênero:
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Elenco

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A Bola Preta | Trailer Legendado

A Bola Preta

Comentários 0
amigos querem ver
andycarey
Anderson
2 anos atrás

Every Body aborda a vida de três indivíduos intersexuais, destacando suas experiências, lutas e triunfos. O filme é significativo por ampliar a conscientização sobre identidades de gênero diversas e desafiar estereótipos.

A narrativa enfatiza a necessidade de aceitação e respeito pelas diferenças, especialmente em relação à intersexualidade. A direção sensível e compassiva permite que os espectadores se conectem emocionalmente com os protagonistas, enquanto a cinematografia captura momentos íntimos e vulneráveis, criando uma atmosfera autêntica.

Os três protagonistas são retratados com profundidade, e suas histórias são comoventes e inspiradoras. O filme humaniza a experiência intersexual, mostrando que cada pessoa tem sua própria jornada.

marciareginaaraujo3
Marcia Regina
½
2 anos atrás

Sem palavras...07/03/24.

Pessoas intersexo são aquelas que nascem com características sexuais que não se encaixam típica ou exclusivamente nas definições tradicionais de masculino ou feminino. Erroneamente classificadas como hermafrodita ou até mesmo pessoas trans, passa a ser um tormento a obrigação de defini-las pertencentes a um gênero específico, coisa que, aliás, todos nós nos submetemos.
Essa grande variedade pode incluir variações em cromossomos, genitais, hormônios ou outras características sexuais. Em outras palavras, a condição intersexo envolve uma variação natural no desenvolvimento sexual que difere das categorias binárias de masculino e feminino.
É importante notar que intersexo não se refere a uma identidade de gênero, mas sim a características biológicas. Neste excelente e elucidativo documentário, centrado na vida de 3 pessoas intersexo, podemos ver claramente o desafio proposto e como a própria medicina parece muitas vezes patinar nos seus conceitos (ao menos mostra uma tendência de melhora nos últimos anos, dado justamente a maior compreensão biológica).
Algumas pessoas intersexo podem se identificar como homens ou mulheres, enquanto outras podem se identificar fora do espectro binário de gênero. O respeito pela autodeterminação e identidade de cada pessoa é crucial ao discutir questões relacionadas à intersexualidade.
Assim, por mais que me incomode um pouco o tom militante (poderia ter balanceado mais os argumentos), faz parte do discurso interesexo, e de sua própria compreensão, uma visão progressiva da questão, uma vez que sua definição bate de frente com o conservadorismo que insiste em nos por em uma caixinha de gênero.
É incrível como erros médicos são sustentados em nome de uma ideologia definidora de gênero. É incrível também como a mutilação dos corpos parecia ser o único caminho viável, e de como estamos programados para ver as pessoas em gêneros definidos.
É muito interessante ver que a questão da sexualidade apenas tangencia o documentário, não é seu tema principal. Os intersexos justamente confrontam o discurso conservador ao trazer a biologia à roda, redefinindo nossos conceitos.
Por mais que seja uma pequena parcela da população (sem dados concretos ainda, mas cerca de 1%), a partir deles também se pensa nossa definição como corpos ligados a uma padronização social imposta.
Judith Butler, uma teórica queer e filósofa, é conhecida por seu trabalho no campo dos estudos de gênero e teoria queer. Ela cunhou o termo "heterossexualidade compulsória" para descrever a pressão social e cultural que impõe a heterossexualidade como norma e padrão esperado nas sociedades contemporâneas. Butler argumenta que a heterossexualidade é frequentemente assumida como a orientação sexual "normal" e que as pessoas são socializadas desde cedo para seguir padrões heteronormativos (que seguem um alinhamento entre corpo, gênero, sexo e sexualidade).
A heteronormatividade refere-se à ideia de que a heterossexualidade é a norma e padrão social, enquanto outros perfis são vistos como desviantes. Isso pode criar uma pressão para que as pessoas se encaixem nas categorias convencionais de masculino e feminino, bem como para adotar relações heterossexuais como norma.
Butler argumenta que a heterossexualidade compulsória é parte integrante da construção social do gênero e que desafiar essas normas é fundamental para a expansão das possibilidades de expressão de gênero e orientação sexual, e assim o documentário o faz muito bem, assumindo o tom militante sim, mas também trazendo uma série de informações (gostaria de ver mais especialistas falando).
É certamente uma produção que destaca a importância de questionar e desconstruir as normas que sustentam a padronização dos corpos para permitir uma maior diversidade de identidades e expressões.

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