Desde que o Irã abriu suas fronteiras para refugiados da Guerra Soviético-Afegã, em 1979, tornou-se o lar de 2,5 milhões de afegãos, metade dos quais não estão documentados. Quando as sanções norte-americanas, renovadas em 2018, causaram um colapso cambial no Irã, a população vulnerável de migrantes foi severamente afetada pela recessão. Agora, um grande número deles quer voltar para casa, mas, para isso, precisa passar pelo Centro de Retorno, órgão responsável por processar os milhares de ilegais que saem do país regularmente. Sob o olhar humanista de Bahman Kiarostami (filho do falecido diretor Abbas Kiarostami), testemunhamos as trocas entre os funcionários do centro e os afegãos – cada um de um lado do vidro.
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Exodus - Irã - 2018 - visto no dia 13.09.20
Filme realista, impactante e reflexivo. Óbvio que é um documentário, mas a forma como foi concebido, feito, é de profunda reflexão sobre um povo simples, com cultura milenar e rígida em dois países diferentes. Assim:
mostra pessoas comuns que viviam no Afeganistão e foram para o Irã em busca de uma vida melhor: melhores condições de trabalho, para viver, porém como sabemos, EUA colocou sanções para o Irã e a moeda iraniana perdeu o seu valor drasticamente, perdendo o seu valor, desemprego, economia se
homem chorando, com emoções a flor da pele, não querendo ir embora, o agente que atende o público fala para ele parar de chorar, que ele é homem e não é criança.
Nota: 9,0
Estou em choque ainda! Terminada a sessão, pude respirar novamente: trabalhei dez anos como recepcionista, no setor de administração de uma universidade pública, e fiquei impressionado com o modo como a burocracia parece funcional num contexto tão opressivo. O modo como as mentiras desesperadas dos refugiados ficam cada vez mais absurdas, em termos de óbvio desmantelamento, deixam evidente a aflição sobrevivencial dos refugiados, mas também desnuda o oportunismo advindo do contágio com os vícios ocidentais. No afã por encontrarem uma situação econômica menos falida, viciados, tatuados, decepados, mulheres solteiras, órfãos e muitos desamparados ousam arriscar um retorno à égide do talibã. Há uma subversão gritante do que estamos acostumados a ver em filmes sobre imigrantes e refugiados. Aqui, eles são mostrados como culpados, nalgumas situações, mas completamente merecedores de nossa atenção e defesa. Ainda que mintam para si mesmos, e submetam-se a uma indignidade nacionalizada, por causa do abandono socioeconômico. Estou aflito ainda, atormentado! (WPC>)