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Henrique, filho do coronel Pereira, é salvo pelo cangaceiro Faustão, um negro feroz e generoso, beberrão e amante das mulheres, quando o rapaz é atacado pelos jagunços do Coronel Araújo, inimigo tradicional de sua família. Faustão estipula um resgate para o rapaz, mas desiste, resolvendo adotá-lo. Henrique desenvolve o conhecimento da vida de cangaceiro no bando de Faustão.Os companheiros deste são todos dizimados pelo Coronel Araújo e por seu capanga Anjo Lucena. Sobram apenas Faustão, Henrique, Silêncio e Ponto Fino. A chance da desforra surge com o ataque do coronel Araújo à fazenda do coronel Pereira. Faustão luta ao lado deste, mata o coronel Araújo, mas perde, para sempre, seus amigos Silêncio e Ponto Fino. O coronel Pereira também morre, e Henrique assume o controle da fazenda e casa com sua antiga namorada, Vaninha. Os caminhos dos dois ex-amigos agora são diversos. Faustão forma novo bando e é perseguido pela volante do agora coronel Henrique. No final, os dois têm de se enfrentar em duelo,onde nenhum pode sair vitorioso. Adaptação das obras Falstaff e Henrique IV de William Shakespeare.
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- Coutinho na direção, Leon Hirszman na produção e a Banda de Pífanos de Caruaru na trilha, receita de sucesso!
- os cangaceiros meio que eram os robin hoods do nordeste, mas reais e muito mais fodões
- o auge e o fim do cangaço, baita personage o faustão. fiel ao seu modo de viver até o fim, honrou demais
Belo filme sobre amizade em tempos onde o ódio reinava,um roteiro rasteiro e sagaz ( na verdade essa sinopse acima já conta todo o filme, o que é desnecessario) a atuação do Eliezer é bem acima da média ,achei que faltou desenvolvimento de alguns coadjuvantes.
Uma pérola do cinema nacional.Todos os costumes,falas e povos envolvido numa trama totalmente bem orquestrada por Coutinho.Romance e ação no mesmo nível.
>Assistido em 24 de Outubro de 2023
Um achado relativamente raro e surpreendente na "extensa" filmografia de Coutinho, depois de eu assistir a deliciosa comedia sarcástica "O Homem que Comprou o Mundo", decidi vasculhar as obras pouco conhecidas de Eduardo Coutinho e me deparo com esse ótimo filme, estrelado pelo excelente ator Eliezer Gomes muito lembrado em sua atuação no clássico O Assalto ao Trem Pagador e aqui faz uma de suas melhores interpretações,... com certeza é o ponto mais forte da película. A historia é muito boa, narrativa não é cansativa e ainda tem na trilha sonora a "Banda de Pifano de Caruaru", raramente somos contemplados com maravilhas assim no dia-dia.
Nem eu estou a acreditar no quanto gostei deste filme, mas... Justamente por ser considerado o "pior" do Coutinho e por tê-lo visto no dia de seu trágico assassinato, adentrei a sessão repleto de expectativas ruins: pensava que fosse me decepcionar sobremaneira, que me chatearia com o tom disfuncional, mas... Qual nada! A personificação de Eliezer Gomes é soberba, dotando de muita poesia e generosidade um personagem que não se confunde com os clichês do cangaço, tanto que sabe o quanto soa anacrônico - no interior da própria diegese - o culto aos plagiadores de Lampião. A situação adaptada da peça original shakespeareana, sobre a amizade que surge entre Faustino e Henrique Jr., logo se convertendo numa inevitável traição classista é algo muitíssimo pessoal para mim, de maneira que eu e minha mãe ficamos impressionados com a cadência narrativa do filme, afinal culimando numa seqüência de grande impacto dramático, por mais "ensaiada" que ela seja ao longo das pendengas cíclicas da História. A trilha musical à base da sonoridade de pífanos é magistral e as cenas que envolvem a dignificação das profissões perigosas do sertão ("fazer a vida e fazer o cangaço") são imponentes e emocionantes num sentido discursivo mais amplo. Amei o filme! Eduardo Coutinho acertou a mão na ficção, sim, senhor! Ao contrário do que insistem em dizer por aí... (WPC>)