Não me trouxe nada de novo sobre a Fernanda. Como fã, vi a maioria das cenas de entrevistas, áudios e textos que aparecem no filme, por isso, em alguns momentos, ele se tornou cansativo. Mas é preciso elogiar o roteiro, acredito que não tenha sido fácil encontrar um fio condutor que orientasse todos aqueles recortes de imagens e áudios. Gostaria de ter visto e ouvido pessoas que conviveram com ela, imagens mais íntimas dos locais onde viveu, colegas de profissão, algo mais próximo de um doc mais"convencional". E não haveria necessidade de perder a poesia e a emoção da linguagem visual mais artística para isso. O doc me lembrou muito do filme Elena (2012), um documentário muito bom e que consegue unir de maneira poética uma linguagem mais "popular", em termos do que já estamos acostumados a assistir nos documentários, com depoimentos de conhecidos e família. O final também deixa a desejar, me parece que a energia do filme vai caindo e a obra termina sem um clímax. A Fernanda tinha textos incríveis, inclusive, no livro Pós F há um trecho que cairiam super bem como desfecho do filme, onde a Fernanda fala da morte e de como queria se colocar no colo no seu último dia neste planeta e se jogar muito pra cima, porque ela conseguiu realizar coisas incríveis. Enfim, longe de ser um filme ruim, só me deu a impressão que a escolha de estilo foi mais uma estratégia encontrada para driblar a falta de verba do que de fato uma escolha estética e de linguagem.
Achei tão bonita a edição que conseguiu transmitir muito bem o jeito de Young, suas diversas facetas, ela falava rápido, gaguejava ás vezes, do tanto que tinha dentro de si pra compartilhar, transbordava, fazia parte de quem ela era. Disléxica como ás vezes pontuava, não para de justificar, mas abraçando tudo o que fazia parte de sua construção, se compreendendo.
fernanda faz muita falta. ela odiaria ainda mais toda a cafonice dos dias atuais.
Não gostei do estilo do doc , mas entendo que a proposta foi fugir do óbvio e deixar num jeito mais Fernanda de ser… mas tem seu mérito também.
Não me trouxe nada de novo sobre a Fernanda. Como fã, vi a maioria das cenas de entrevistas, áudios e textos que aparecem no filme, por isso, em alguns momentos, ele se tornou cansativo. Mas é preciso elogiar o roteiro, acredito que não tenha sido fácil encontrar um fio condutor que orientasse todos aqueles recortes de imagens e áudios. Gostaria de ter visto e ouvido pessoas que conviveram com ela, imagens mais íntimas dos locais onde viveu, colegas de profissão, algo mais próximo de um doc mais"convencional". E não haveria necessidade de perder a poesia e a emoção da linguagem visual mais artística para isso. O doc me lembrou muito do filme Elena (2012), um documentário muito bom e que consegue unir de maneira poética uma linguagem mais "popular", em termos do que já estamos acostumados a assistir nos documentários, com depoimentos de conhecidos e família. O final também deixa a desejar, me parece que a energia do filme vai caindo e a obra termina sem um clímax. A Fernanda tinha textos incríveis, inclusive, no livro Pós F há um trecho que cairiam super bem como desfecho do filme, onde a Fernanda fala da morte e de como queria se colocar no colo no seu último dia neste planeta e se jogar muito pra cima, porque ela conseguiu realizar coisas incríveis. Enfim, longe de ser um filme ruim, só me deu a impressão que a escolha de estilo foi mais uma estratégia encontrada para driblar a falta de verba do que de fato uma escolha estética e de linguagem.
Achei tão bonita a edição que conseguiu transmitir muito bem o jeito de Young, suas diversas facetas, ela falava rápido, gaguejava ás vezes, do tanto que tinha dentro de si pra compartilhar, transbordava, fazia parte de quem ela era. Disléxica como ás vezes pontuava, não para de justificar, mas abraçando tudo o que fazia parte de sua construção, se compreendendo.
Filme incrível. Que falta faz essa mente genial. ❤️