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esse filme conseguiu me fazer rir e chorar com a mesma intensidade. a forma como a conexão (mesmo nas circunstâncias mais improváveis) vira o coração da história me pegou muito. não é só sobre salvar o mundo, é sobre não estar sozinho no meio do vazio.
queria muito ter visto esse no cinema :(
p.s.: a música escolhida pra cena do karaokê foi PERFEITA.
não posso negar, é um filme bonito. quase como uma celebração do fenômeno e do artista que Michael foi, e de tudo que ele ainda representa. existe certo cuidado evidente em preservar essa imagem grandiosa, e por isso as polêmicas ficam de lado, assim como algumas das feridas mais profundas, emocionais e até físicas, que marcaram sua vida. acho que foi justamente aí que algo me faltou porque, por mais que exista essa imagem quase imaculada do Michael, também existe outra versão dele mais complexa e profundamente humana que é de extrema importância em um filme biografia. ter acesso a esse íntimo, ao que acontecia longe dos palcos, poderia ter tornado a experiência ainda mais potente.
a performance do Jaafar me impressionou muito. o gestual, as coreografias, a postura… tudo muito preciso, quase hipnótico. e o ator que interpreta o Michael criança também é um espetáculo à parte.
a maquiagem, por outro lado, me incomodou em alguns momentos. havia uma certa artificialidade que quebrava a imersão pra mim. como se, por instantes, eu fosse puxada de volta para fora da história.
é um filme que funciona muito como um presente para muitos fãs. mas, pessoalmente, eu esperava sair do cinema devastada.
algumas cenas no palco são emocionantes e belíssimas. mas a história do Michael é profundamente triste. marcada por dor, solidão e uma sensação constante de incompletude, por tudo que ele ainda poderia ter alcançado e realizado se sua vida não tivesse sido interrompida... e eu queria ter sentido tudo isso de forma mais intensa assistindo ao filme. esperava realmente sair do cinema aos prantos, mas não isso aconteceu.