achei esquisitíssimo e muito engraçado em vários momentos. e passei raiva e ansiedade em outros. a química entre rob e zendaya foi algo surpreendente e delicioso. acredito que tudo poderia ter sido evitado se as pessoas dessa história falassem BEM menos. e é por isso que algumas coisinhas devem permanecer enterradas bem lá no fundo da nossa alma (e devemos deixar nosso lado mais obscuro e assustador apenas para a terapia).
eu gosto da cena final. pra mim, fez sentido considerando a história deles.
acho que ela entendeu que ele simplesmente não soube lidar com o peso daquela situação. ele tentou diversas vezes conversar, resolver e entender, enquanto ela claramente não estava pronta. e ele fala, naquele primeiro discurso que ele escreveu para o casamento, que ela é uma das pessoas mais bondosas e empáticas que ele conhece. então, acredito que, no fim, ela percebeu que não podia julgá-lo pelas merdas que ele fez (mesmo que o que ele fez tenha sido no presente e impactado diretamente a emma, ao contrário do que ela fez na adolescência!!!). porque, apesar de ter reagido mal ao segredo dela, ele ainda quis continuar, entender as motivações dela e ainda a amava. sabemos que o amor nem sempre salva um casamento, mas é um bom começo para, pelo menos, escolherem um ao outro outra vez.
não posso negar, é um filme bonito. quase como uma celebração do fenômeno e do artista que Michael foi, e de tudo que ele ainda representa. existe certo cuidado evidente em preservar essa imagem grandiosa, e por isso as polêmicas ficam de lado, assim como algumas das feridas mais profundas, emocionais e até físicas, que marcaram sua vida. acho que foi justamente aí que algo me faltou porque, por mais que exista essa imagem quase imaculada do Michael, também existe outra versão dele mais complexa e profundamente humana que é de extrema importância em um filme biografia. ter acesso a esse íntimo, ao que acontecia longe dos palcos, poderia ter tornado a experiência ainda mais potente. a performance do Jaafar me impressionou muito. o gestual, as coreografias, a postura… tudo muito preciso, quase hipnótico. e o ator que interpreta o Michael criança também é um espetáculo à parte. a maquiagem, por outro lado, me incomodou em alguns momentos. havia uma certa artificialidade que quebrava a imersão pra mim. como se, por instantes, eu fosse puxada de volta para fora da história.
é um filme que funciona muito como um presente para muitos fãs. mas, pessoalmente, eu esperava sair do cinema devastada.
algumas cenas no palco são emocionantes e belíssimas. mas a história do Michael é profundamente triste. marcada por dor, solidão e uma sensação constante de incompletude, por tudo que ele ainda poderia ter alcançado e realizado se sua vida não tivesse sido interrompida... e eu queria ter sentido tudo isso de forma mais intensa assistindo ao filme. esperava realmente sair do cinema aos prantos, mas não isso aconteceu.
esse filme conseguiu me fazer rir e chorar com a mesma intensidade. a forma como a conexão (mesmo nas circunstâncias mais improváveis) vira o coração da história me pegou muito. não é só sobre salvar o mundo, é sobre não estar sozinho no meio do vazio.
queria muito ter visto esse no cinema :(
p.s.: a música escolhida pra cena do karaokê foi PERFEITA.
estarei nas trincheiras pela celine song e pela escolha da lucy no final do filme. a celine tem uma habilidade muito cruel de fazer escolhas que parecem “menos cinematográficas” e mais humanas. e justamente por isso a escolha da lucy no final faz sentido. não porque seja a mais arrebatadora, mas porque é a que sustenta uma vida real, com peso, consequência, presença.
comecei a assistir esse filme de madrugada. precisei interromper e deixar para a manhã seguinte, caso contrário, teria me consumido inteira de tanto chorar. é um filme feito de pausas, de olhares que não sabem pedir desculpas, de diálogos truncados que dizem mais pelo que não é dito. e tem uma coisa quase irônica na relação entre nora e o pai: eles são dolorosamente parecidos. na maneira contida de sentir, na dificuldade de se vulnerabilizar, no orgulho que vira muro e na solidão que pesa tanto. e talvez o filme seja sobre isso, sobre o desconforto de perceber que carregamos traços de quem nos feriu. sobre negar essa semelhança até entender que nossos pais são humanos, falhos, frágeis. e que, gostando ou não, somos feitos dessas heranças também. pra mim, foi um filme sobre luto. mas não só pela mãe. foi sobre o luto da infância que não se teve, do pai que não foi, e da versão idealizada que precisamos deixar morrer para enxergar o que é real.
este é um filme que respira silêncio, desconforto e desejo contido. e eu fiquei fascinada pela atmosfera minimalista e profundamente intimista, onde quase tudo acontece nas pausas, nos olhares e nas confissões sussurradas. o james spader é obviamente o coração estranho e fascinante dessa experiência. fico hipnotizada quando ele está em cena, principalmente fazendo personagens excêntricos e eroticamente deslocados. seu personagem, graham, não seduz pelo toque, mas pela escuta; não pelo corpo, mas pela palavra. e o james transforma a repressão em magnetismo, e o constrangimento em uma forma inusitada de erotismo. ele faz do silêncio um gesto sensual, e da vulnerabilidade um território perigoso. a atmosfera do filme é melancólica, quase claustrofóbica. poucos cenários, diálogos longos, uma câmera discreta que observa sem julgamentos. tudo parece propositalmente despido, como se o filme recusasse qualquer excesso para obrigar o espectador a encarar o essencial: a dificuldade brutal que temos de sermos honestos sobre o que desejamos, sentimos e escondemos. é um filme que não provoca pelo escândalo, mas pela introspecção. um retrato delicado e perturbador da solidão moderna, onde o erotismo nasce menos do corpo e mais da confissão.
esse filme me conquistou demais, não só pela trama em si, mas pela sua atmosfera também. toda a ambientação, a fotografia e a presença tão marcante de cores, luzes e sombras criam um clima envolvente que sustenta o filme do início ao fim. craig entrega mais uma vez um protagonista sólido e cativante, mas é o josh o’connor quem rouba a cena pra mim. sua presença magnética e a química entre os dois atores elevam a narrativa e tornam a dinâmica central extremamente envolvente. o filme transita com naturalidade entre momentos de humor afiado e outros surpreendentemente sensíveis, o que dá humanidade à história. a revelação do mistério foi um pouco confusa pra mim, mas não chega a comprometer a experiência.
p.s.: dei um gritinho quando o andrew scott aparece, apesar de seu personagem não exercer grande destaque na história. na verdade, todo o elenco é simplesmente maravilhoso.
na maior parte do tempo, o filme se torna mais divertido do que tenso. o romance e a tensão sexual são tão exagerados que beiram o caricato, rendendo momentos quase cômicos (na verdade, bem cômicos, porque o que mais escutei na minha sessão foram risadas). quando a história muda de tom, o suspense funciona, mesmo com um toque meio tosco. a adaptação é fiel, porém acrescenta uma coisa ou outra que acho até que traz um charme para a história. destaque absoluto para amanda, que entrega a melhor presença do filme, intensa, magnética e perturbadora na medida certa. sydney sweeney faz o que sabe fazer: presença, sensualidade e charme. no fim, esse filme não reinventa nada, mas diverte, sendo involuntariamente (ou não) engraçado.
esse aqui acabou comigo. passei a primeira parte do filme esperando pela desgraça acontecer na vida desse homem. e ao final, só fiz chorar. lindo demais.
que filme visceral e desconfortável, poético sem ser delicado. a adaptação do livro "morra, amor" não suaviza nada. jennifer lawrence entrega um corpo em combustão, à beira do colapso, enquanto robert pattinson funciona quase como um espelho opaco das expectativas e silêncios que cercam essa mulher. um retrato cru da maternidade, do casamento e da mulher que se recusa a ser domesticada. cinema que incomoda, pulsa e sangra.
belíssimo, meticuloso e incômodo, com uma fotografia deslumbrante e atuações muito intrigantes. não é, de forma alguma, uma história de amor tradicional, mas talvez um retrato quase poético sobre controle. woodcock não ama: ele organiza, impõe, molda. por outro lado, sua musa, alma, acredita que para permanecer e existir naquele espaço é preciso contaminar a ordem com pequenas doses de caos. amar aqui não é ceder. é aprender a desorganizar. e é no desequilíbrio que o afeto entre ambos parece encontrar espaço para existir.
impossível assistir carandiru sem ser afetado e confrontado pela dura realidade do sistema prisional brasileiro. é um filme que expõe com intensidade os momentos de violência, sofrimento e revolta que atravessam a vida dos detentos e denuncia o abuso de poder da polícia e a omissão dos poderes públicos diante de tanta desumanização, além de trazer à tona a vulnerabilidade dos presos em meio a uma epidemia de AIDS. mais do que retratar um massacre, a obra provoca reflexão sobre a negligência social e a urgência de repensar a dignidade humana em contextos de exclusão de indivíduos da sociedade. é um filme do caralho.
que filme brutal, perturbador, doloroso e necessário. é devastador como ele permanece atual na forma como evidencia infâncias roubadas e a inocência esmagada pelo abandono e pela violência estrutural, e tantas outras desigualdades e injustiças que ainda persistem.
O Drama
3.7 216 Assista Agoraachei esquisitíssimo e muito engraçado em vários momentos. e passei raiva e ansiedade em outros.
a química entre rob e zendaya foi algo surpreendente e delicioso.
acredito que tudo poderia ter sido evitado se as pessoas dessa história falassem BEM menos. e é por isso que algumas coisinhas devem permanecer enterradas bem lá no fundo da nossa alma (e devemos deixar nosso lado mais obscuro e assustador apenas para a terapia).
eu gosto da cena final. pra mim, fez sentido considerando a história deles.
acho que ela entendeu que ele simplesmente não soube lidar com o peso daquela situação. ele tentou diversas vezes conversar, resolver e entender, enquanto ela claramente não estava pronta.
e ele fala, naquele primeiro discurso que ele escreveu para o casamento, que ela é uma das pessoas mais bondosas e empáticas que ele conhece. então, acredito que, no fim, ela percebeu que não podia julgá-lo pelas merdas que ele fez (mesmo que o que ele fez tenha sido no presente e impactado diretamente a emma, ao contrário do que ela fez na adolescência!!!). porque, apesar de ter reagido mal ao segredo dela, ele ainda quis continuar, entender as motivações dela e ainda a amava. sabemos que o amor nem sempre salva um casamento, mas é um bom começo para, pelo menos, escolherem um ao outro outra vez.
Forbidden Fruits
2.5 17eu defendo os erros e acertos da apple, sem exceções.
O Diabo Veste Prada 2
3.5 220por mim, todo o elenco masculino desse filme nem precisava ter existido. com exceção do nigel, claro.
(e o stuart porque gostei dele)
Michael
3.8 336não posso negar, é um filme bonito. quase como uma celebração do fenômeno e do artista que Michael foi, e de tudo que ele ainda representa. existe certo cuidado evidente em preservar essa imagem grandiosa, e por isso as polêmicas ficam de lado, assim como algumas das feridas mais profundas, emocionais e até físicas, que marcaram sua vida. acho que foi justamente aí que algo me faltou porque, por mais que exista essa imagem quase imaculada do Michael, também existe outra versão dele mais complexa e profundamente humana que é de extrema importância em um filme biografia. ter acesso a esse íntimo, ao que acontecia longe dos palcos, poderia ter tornado a experiência ainda mais potente.
a performance do Jaafar me impressionou muito. o gestual, as coreografias, a postura… tudo muito preciso, quase hipnótico. e o ator que interpreta o Michael criança também é um espetáculo à parte.
a maquiagem, por outro lado, me incomodou em alguns momentos. havia uma certa artificialidade que quebrava a imersão pra mim. como se, por instantes, eu fosse puxada de volta para fora da história.
é um filme que funciona muito como um presente para muitos fãs. mas, pessoalmente, eu esperava sair do cinema devastada.
algumas cenas no palco são emocionantes e belíssimas. mas a história do Michael é profundamente triste. marcada por dor, solidão e uma sensação constante de incompletude, por tudo que ele ainda poderia ter alcançado e realizado se sua vida não tivesse sido interrompida... e eu queria ter sentido tudo isso de forma mais intensa assistindo ao filme. esperava realmente sair do cinema aos prantos, mas não isso aconteceu.
Devoradores de Estrelas
4.1 478 Assista Agoraesse filme conseguiu me fazer rir e chorar com a mesma intensidade. a forma como a conexão (mesmo nas circunstâncias mais improváveis) vira o coração da história me pegou muito. não é só sobre salvar o mundo, é sobre não estar sozinho no meio do vazio.
queria muito ter visto esse no cinema :(
p.s.: a música escolhida pra cena do karaokê foi PERFEITA.
Marty Supreme
3.6 360 Assista Agoragolpe baixo demais a última cena ao som de everybody wants to rule the world
esse filme me estressou no mesmo nível de uncut gems...
Harry Styles: Uma Noite em Manchester
4.0 6que presente maravilhoso!
De Férias com Você
3.4 88 Assista Agoraachei fofinho demais, conversa bem com o livro.
Peaky Blinders: O Homem Imortal
3.2 117 Assista Agoraqueria mais :(
Vozes e Vultos
2.6 424 Assista Agora"the belief in a supernatural source of evil is not necessary; men alone are quite capable of every wickedness." - joseph conrad
Amores Materialistas
3.1 392 Assista Agoraestarei nas trincheiras pela celine song e pela escolha da lucy no final do filme. a celine tem uma habilidade muito cruel de fazer escolhas que parecem “menos cinematográficas” e mais humanas. e justamente por isso a escolha da lucy no final faz sentido. não porque seja a mais arrebatadora, mas porque é a que sustenta uma vida real, com peso, consequência, presença.
Juntos
3.3 396 Assista Agoraestranhamente sexy e tenebroso. fiquei apavorada, entre outras coisas......
Livros Restantes
3.6 35filme com cheiro de praia e livros antigos. 🤍
Valor Sentimental
3.9 384 Assista Agoracomecei a assistir esse filme de madrugada.
precisei interromper e deixar para a manhã seguinte, caso contrário, teria me consumido inteira de tanto chorar.
é um filme feito de pausas, de olhares que não sabem pedir desculpas, de diálogos truncados que dizem mais pelo que não é dito. e tem uma coisa quase irônica na relação entre nora e o pai: eles são dolorosamente parecidos. na maneira contida de sentir, na dificuldade de se vulnerabilizar, no orgulho que vira muro e na solidão que pesa tanto.
e talvez o filme seja sobre isso, sobre o desconforto de perceber que carregamos traços de quem nos feriu. sobre negar essa semelhança até entender que nossos pais são humanos, falhos, frágeis. e que, gostando ou não, somos feitos dessas heranças também.
pra mim, foi um filme sobre luto. mas não só pela mãe. foi sobre o luto da infância que não se teve, do pai que não foi, e da versão idealizada que precisamos deixar morrer para enxergar o que é real.
Veludo Azul
3.9 816 Assista Agoraachei super desconfortável e um tanto confuso, roteiro e montagem, mas de um jeito sexy e intrigante...
Fernanda Young: Foge-me ao Controle
3.8 14fernanda faz muita falta. ela odiaria ainda mais toda a cafonice dos dias atuais.
Sexo, Mentiras e Videotape
3.7 256 Assista Agoraeste é um filme que respira silêncio, desconforto e desejo contido. e eu fiquei fascinada pela atmosfera minimalista e profundamente intimista, onde quase tudo acontece nas pausas, nos olhares e nas confissões sussurradas.
o james spader é obviamente o coração estranho e fascinante dessa experiência. fico hipnotizada quando ele está em cena, principalmente fazendo personagens excêntricos e eroticamente deslocados.
seu personagem, graham, não seduz pelo toque, mas pela escuta; não pelo corpo, mas pela palavra. e o james transforma a repressão em magnetismo, e o constrangimento em uma forma inusitada de erotismo. ele faz do silêncio um gesto sensual, e da vulnerabilidade um território perigoso.
a atmosfera do filme é melancólica, quase claustrofóbica. poucos cenários, diálogos longos, uma câmera discreta que observa sem julgamentos. tudo parece propositalmente despido, como se o filme recusasse qualquer excesso para obrigar o espectador a encarar o essencial: a dificuldade brutal que temos de sermos honestos sobre o que desejamos, sentimos e escondemos.
é um filme que não provoca pelo escândalo, mas pela introspecção. um retrato delicado e perturbador da solidão moderna, onde o erotismo nasce menos do corpo e mais da confissão.
Vivo ou Morto: Um Mistério Knives Out
3.6 244 Assista Agoraesse filme me conquistou demais, não só pela trama em si, mas pela sua atmosfera também. toda a ambientação, a fotografia e a presença tão marcante de cores, luzes e sombras criam um clima envolvente que sustenta o filme do início ao fim. craig entrega mais uma vez um protagonista sólido e cativante, mas é o josh o’connor quem rouba a cena pra mim. sua presença magnética e a química entre os dois atores elevam a narrativa e tornam a dinâmica central extremamente envolvente. o filme transita com naturalidade entre momentos de humor afiado e outros surpreendentemente sensíveis, o que dá humanidade à história. a revelação do mistério foi um pouco confusa pra mim, mas não chega a comprometer a experiência.
p.s.: dei um gritinho quando o andrew scott aparece, apesar de seu personagem não exercer grande destaque na história. na verdade, todo o elenco é simplesmente maravilhoso.
A Empregada
3.4 601 Assista Agorana maior parte do tempo, o filme se torna mais divertido do que tenso. o romance e a tensão sexual são tão exagerados que beiram o caricato, rendendo momentos quase cômicos (na verdade, bem cômicos, porque o que mais escutei na minha sessão foram risadas). quando a história muda de tom, o suspense funciona, mesmo com um toque meio tosco. a adaptação é fiel, porém acrescenta uma coisa ou outra que acho até que traz um charme para a história. destaque absoluto para amanda, que entrega a melhor presença do filme, intensa, magnética e perturbadora na medida certa. sydney sweeney faz o que sabe fazer: presença, sensualidade e charme. no fim, esse filme não reinventa nada, mas diverte, sendo involuntariamente (ou não) engraçado.
Sonhos de Trem
3.7 351 Assista Agoraesse aqui acabou comigo. passei a primeira parte do filme esperando pela desgraça acontecer na vida desse homem. e ao final, só fiz chorar. lindo demais.
Morra, Amor
3.1 173 Assista Agoraque filme visceral e desconfortável, poético sem ser delicado. a adaptação do livro "morra, amor" não suaviza nada. jennifer lawrence entrega um corpo em combustão, à beira do colapso, enquanto robert pattinson funciona quase como um espelho opaco das expectativas e silêncios que cercam essa mulher. um retrato cru da maternidade, do casamento e da mulher que se recusa a ser domesticada. cinema que incomoda, pulsa e sangra.
Trama Fantasma
3.7 818 Assista Agorabelíssimo, meticuloso e incômodo, com uma fotografia deslumbrante e atuações muito intrigantes. não é, de forma alguma, uma história de amor tradicional, mas talvez um retrato quase poético sobre controle.
woodcock não ama: ele organiza, impõe, molda. por outro lado, sua musa, alma, acredita que para permanecer e existir naquele espaço é preciso contaminar a ordem com pequenas doses de caos. amar aqui não é ceder. é aprender a desorganizar. e é no desequilíbrio que o afeto entre ambos parece encontrar espaço para existir.
Carandiru
3.7 773 Assista Agoraimpossível assistir carandiru sem ser afetado e confrontado pela dura realidade do sistema prisional brasileiro. é um filme que expõe com intensidade os momentos de violência, sofrimento e revolta que atravessam a vida dos detentos e denuncia o abuso de poder da polícia e a omissão dos poderes públicos diante de tanta desumanização, além de trazer à tona a vulnerabilidade dos presos em meio a uma epidemia de AIDS. mais do que retratar um massacre, a obra provoca reflexão sobre a negligência social e a urgência de repensar a dignidade humana em contextos de exclusão de indivíduos da sociedade. é um filme do caralho.
Pixote: A Lei do Mais Fraco
4.0 495que filme brutal, perturbador, doloroso e necessário. é devastador como ele permanece atual na forma como evidencia infâncias roubadas e a inocência esmagada pelo abandono e pela violência estrutural, e tantas outras desigualdades e injustiças que ainda persistem.