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Com apenas treze anos, Benjamin é um pequeno soldado em guerra com a vida, com os adultos e consigo mesmo. Um garoto problemático, de espírito atormentado, que entra e sai de lares adotivos desde os cinco anos de idade. Quando sua mãe vai para a cadeia, resolve contar a Benjamin sobre a existência de seu pai. Para Benjamin há um só objetivo: escapar dos lares adotivos. Então, quando a assistente social lhe dá a opção, ele decide ir viver junto a esse pai desconhecido.
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Os problemas enfrentados por um homem que mais de uma década depois descobre ser pai de um a pessoa tão intragável. As atuações são boas e o drama vem na dose certa.
Às vezes um pouquinho de afeto, ou apenas o calor de um abraço pode suturar feridas abertas, corrigir erros do passado e fazer a febre que nos consome ir embora.
O filme me surpreendeu muito. Realmente não estava gostando, excetuando pelos planos, pela soberba interpretação do Slimane Dazi, que faz o telespectador ter pena de seu semblante de desgraçado e pela trilha sonora. Foram esses elementos (que não são poucos) que me fizeram insistir. O filme me remeteu na primeira parte (até uns 60%) a outro filme com a mesma temática e que eu abandonei (esqueci o nome do filme mais é francês também e estava no Varilux do ano passado) e ao fodástico Ex-drummer. Toda a poesia e desequilíbrio psicodélico que abraça seu fim é muito forte.
*Alguém sabe informações sobre a trilha sonora?
A luz e a escuridão coexistem neste filme, o lado escuro é que mantém o drama.A linguagem é crua, e sem frescura. A trama coloca no centro, face a face dois estranhos. Pai e filho. De um lado, um homem quebrado pela vida e que ainda vive com seus pais no subúrbio. Do outro lado, um jovem adolescente negligenciado pelos pais que nada mais é que um anjo destruidor e que expressa ausência de amor que marcou sua infância com violência.
Apesar de um tema clássico, o filme nos surpreende com uma sucessão de cenas chocantes. O relacionamento entre pai e filho não oferece respostas usais. Tanto pai quanto filho encontram inúmeros obstáculos na solução de suas respectivas missões.
O diretor Hicham Ayouch filma o subúrbio sem os estereótipos usuais. Oferece uma visão quase poética, oposta ao que costumamos ver sobre o assunto. Reúne um par de atores que conferem credibilidade em suas atuações. Traça um caminho entre o realismo e o conto urbano na busca de identidade de um jovem arrogante, rude, insolente e extremamente provocador que vai incomodar o público até o último segundo.
O trabalho de câmera desse cara, e' incrível.
Magnitude perante "insignificância"