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Data de lançamento
12 Ago. 2022Duração
As crônicas de um hospital de Nova Orleans, nos cinco primeiros dias após o Furacão Katrina. Com a chegada das enchentes, a falta de energia e alta temperatura do clima, cuidadores exaustos são forçados a tomar decisões de vida ou morte que os assombrarão pelo resto de suas vidas.
Que tristeza! E que raiva!
O ápice da série é o ep. 5.
Já tinha assistido o doc sobre o Katrina e Nova Orleans e foi de uma crueldade o que o governo fez com esse povo. A negligência, a falta de respeito e empatia. E o recorte racial é evidente.
Ahh…são tantas camadas.
Os médicos arriaram e os enfermeiros foram os mais resilientes. Os bombeiros parados aguardando uma ordem. O caos total instaurado.
No final das contas, é cada um por si e os mais vulneráveis que se danem… há algumas poucas almas boas dispostas a ajudar, mesmo se colocando em risco.
E não sei e nunca saberei o que pensar direito sobre a atitude da médica. Complicado demais! Tem a ação e a intenção. Tendo a acreditar que não cabia a ela decidir sobre a vida de alguém, apesar da “boa” intenção. Mas tb sei o que me incomodou, na série ela seguiu a vida como se nada tivesse acontecido, sem nem um ressentimento, sem nenhuma perturbação ética, ao contrário de todos os outros personagens do hospital. Poxa, tinha o senhor lá, que ele não era paciente terminal, ele era obeso e diabético. E por omissão do Estado com o resgate, da cia com a assistência devida, teve sua vida ceifada pela Dra que decidiu brincar de Deus.
Acho engraçado o povo justificando o erro de um, apontando o erro dos demais. Ué … errou tb! TODOS erraram, TODOS deveriam ter sido responsabilizados: Anna, enfermeiras, Tenet, Governo.
E ela só não foi responsabilizada por conta da lobby médico. Eles se unem e se defendem e o resto que se dane: Creio na segurança jurídica desses profissionais mas neste caso, essa tese não se aplica. Ahh… pq não vai haver médicos e enfermeiros em outras catástrofes com medo de serem processados… vai sim, é só agir corretamente e com ética… uma coisa não tem a ver com outra. Uma coisa é cuidar e tratar os sintomas do paciente terminal, outra é dar doses letais de drogas sem seu consentimento, mesmo em casos de catástrofes.
A série é bem feita, com bons atores. Achei que se estendeu um pouquinho. Cinco episódios, no máximo seis estava de bom tamanho. Por vezes ficou repetitiva. Não gostei da ambientação do hospital. Hospital muito muito tranquilo no início. Médico bebendo vinho com seu companheiro. Familiares, parecendo um hotel. Grupinho de enfermeiros ouvindo rádio. Achei estranho.
Tb não entendi muito o esquema do LifeCare. Porque a tal da Diane não acionou seus superiores como o outro hospital fez? Era um hospital governamental? Não tinha médicos nessa unidade? Porque em uma reanimação eles chamam os médicos do Memorial?! Sei lá, ficou um vácuo nesses detalhes, que acredito contribuiriam para contar melhor a história.
Como sempre as autoridades responsáveis se eximem de sua responsabilidade e procuram um bode expiatório pra jogar a culpa.
Completamente impactada com essa série, por ser uma história real.
A situação é completamente desesperadora, agonizante de assistir.
Absurdamente triste tudo o que aconteceu naquela cidade.
tinha que ter 3 episódios a menos porque fica arrastadíssima do 5 em diante, mas é uma minissérie desesperadora
Como diz a música “só quem morreu na fogueira sabe o que é ser carvão”. A série é boa e coloca todos os elementos dramáticos enfrentados pelos médicos, equipes do hospital, de resgate, dos cidadãos. E a necessidade de que algumas pessoas precisem tomar as piores decisões.