Junho, 1942. O exército britânico se retira diante de Rommel, deixando um único sobrevivente na fronteira egípcia, John J. Bramble, um militar que encontra refúgio em um hotel localizado num oásis no deserto do Saara. O local logo se torna um quartel-general alemão. Para sobreviver Bramble assume a identidade do finado garçom do local, mas o disfarce logo se mostra perigoso: o novo hóspede é ninguém menos que o próprio Rommel, que tem como estratégia secreta dele algo denominado "cinco sepulturas". Agora, o destino da Inglaterra no Egito depende deste humilde militar descobrir o que é este segredo que Rommel esconde.
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Um dos primeiros filmes do grande diretor Billy Wilder que para mim não fica atrás de outras obras posteriores dele que hoje são mais aclamadas. A direção faz um bom trabalho com o excelente roteiro que reserva surpresas até o final. No bom elenco para mim quem se destacou foi Eric von Strohein na pele de um oficial alemão.
Tem alguns Spoilers...
Segunda Guerra Mundial, norte da África, Egito. Um tanque vaga ao léu, pelas areias quentes do deserto, com o soldado John Bramble, torrando dentro dele, e depois no sol, quando o veículo vai se embora sem ele dentro.
“Cinco Covas no Egito”, conta o drama desse desafortunado inglês, que teve sorte em sair vivo do deserto e chegar delirando, num lugar que pareceria o céu para esse soldado, mas era o hotel "Imperatriz da Grã-Bretanha". Mas ao mesmo tempo de sua chegada, os Nazistas invadem o local, fazendo com que o dono Farid (Akim Tamiroff) e sua unica funcionária Mouche (Anne Baxter), tivesse duas opções: Entrega-lo, ou esconde-lo.
Escolhendo a segunda opção, John assume a identidade de Davos, um garçom que havia sido morto num ataque dentro do hotel. Mas além das condições físicas do falecido, John teve que conviver com a dupla identidade do funcionário, que passou despercebida em seu trabalho, mas que agora tinha que ser vivenciada por ele, frente ao tenente Schwegler (Bill Mussetter), e a ninguém menos que Marshal Erwin Rommel (Erich von Stroheim), o grande gênio militar do mundo na época.
A direção do Billy é genial, co autor do roteiro, ele utiliza seu talento para diálogos afiados e o humor sutil explorando temas como a sobrevivência, traição e a moral em tempos de guerra. Com as varias nacionalidades dos personagens, as atuações são repletas de tensões, especialmente entre francesa Mouche e John, onde aa péssimas lembranças dela quase causou uma guerra dentro da guerra. As relações de John com Rommel, mostrava a importância de Davos aos nazistas, coisa que exigiu muito do talento teatral do soldado inglês.
A tensão aumenta, quando John precisa saber da estratégia de Rommel, no deserto, fato que definiria a vitória ou a derrota na região. As cenas são incrível, o diretor consegue manter os nervos nas alturas com a identidade secreta do inglês, e do perigo que essa falsidade, se explode no ataque dos aliados, quando o corpo do verdadeiro Davos surge nos escombros.
“Cinco Covas no Egito”, capta a desolação da luta no deserto, a urgência dos aliados em arrancar alguma vantagem dos nazistas. Visualmente, o filme é marcante, Billy Wilder traduz num preto e branco sombrio, o horror do conflito, em cenas magnificas da vastidão do deserto e uma claustrofobia quase que perpétua, dentro do hotel. O elenco arrasa em cenas que vão do humor negro ao suspense, culminado num desfecho heroico, mas com um amargo fim.
clássico de guerra.
Espionagem de guerra interessante, embora exagerando na caracterização cartunesca do Marcehal Rommel pelo cineasta Stroheim...
Uma das primeiras experiências de Wilder no drama.Já conseguia realizar alguns de seus maneirismos.Um dos bons pequenos filmes do diretor.
>Assistido em 28 de Março de 2023
"Cinco Covas no Egito" é um bom thriller sobre a Segunda Guerra Mundial, filmado na mesma época da própria. Isso ele carrega uma visão heróica por parte dos Aliados. Compreensível.
Contém boas doses de tensão e suspense.
Belo clássico.