Tom, um atleta cis-gênero conservador encontra Sarah, uma pessoa não binária, no banheiro masculino da faculdade, mas quando ele decide ir embora, eles ficam acidentalmente trancados e são obrigados a passar a noite juntos.
Fazia tempo que eu estava procurando algum lugar pra assistir esse curta, mas só hoje eu consegui. Me interessou pela premissa e por ter o Nicolas Prattes no elenco, gosto muito da forma como ele atua. A princípio, eu estranhei bastante, como o fato de eles conversarem quase sussurrando, nenhum dos dois tenta arrombar a porta, os diálogos não me pareceram naturais, etc. O final explica algumas coisas (e me fez refletir sobre a mensagem que o curta queria passar), mas ainda assim, achei que ficou devendo. Vale pelas atuações e a parte técnica é competente.
Flush é um daqueles filmes para você silenciar e apreciar. A premissa de obra me levou a prever um clichê, mas o diretor, Diego Freitas, foi astuto ao desconstruir o óbvio. E foi aí que levei um velo soco no estômago. É imersão, é entrelinha, é simbolismo.
Esta é uma narrativa sobre a sociedade que moldamos. É sobre as verdades que reiteramos a todo o momento. É sobre se olhar no espelho. É sobre silenciar e escutar o âmago do infinito individual. E aqui temos o banheiro, pois, normalmente, o banheiro é um lugar de intimidade.
Trancados no banheiro, Tom e Sarah nada mais podem fazer além de compartilharem dessa intimidade.
Porém, se pensarmos que nossas mentes são apenas nossas, pequenos templos de intimidade, o mundo, as ruas, a sociedade não seria um grande banheiro público masculino onde se é proibido de olhar para os lados?
Então, restringe-se o banheiro, obriga-se a convivência, olha-se para o lado proibido. E descobrimos que ali, no box ao lado, há uma vida.
Interessante.
Fazia tempo que eu estava procurando algum lugar pra assistir esse curta, mas só hoje eu consegui. Me interessou pela premissa e por ter o Nicolas Prattes no elenco, gosto muito da forma como ele atua. A princípio, eu estranhei bastante, como o fato de eles conversarem quase sussurrando, nenhum dos dois tenta arrombar a porta, os diálogos não me pareceram naturais, etc. O final explica algumas coisas (e me fez refletir sobre a mensagem que o curta queria passar), mas ainda assim, achei que ficou devendo. Vale pelas atuações e a parte técnica é competente.
Assisti no dia 16/04/21
⭐⭐⭐
⭐⭐⭐⭐⭐
Flush é um daqueles filmes para você silenciar e apreciar. A premissa de obra me levou a prever um clichê, mas o diretor, Diego Freitas, foi astuto ao desconstruir o óbvio. E foi aí que levei um velo soco no estômago. É imersão, é entrelinha, é simbolismo.
Esta é uma narrativa sobre a sociedade que moldamos. É sobre as verdades que reiteramos a todo o momento. É sobre se olhar no espelho. É sobre silenciar e escutar o âmago do infinito individual. E aqui temos o banheiro, pois, normalmente, o banheiro é um lugar de intimidade.
Trancados no banheiro, Tom e Sarah nada mais podem fazer além de compartilharem dessa intimidade.
Porém, se pensarmos que nossas mentes são apenas nossas, pequenos templos de intimidade, o mundo, as ruas, a sociedade não seria um grande banheiro público masculino onde se é proibido de olhar para os lados?
Então, restringe-se o banheiro, obriga-se a convivência, olha-se para o lado proibido. E descobrimos que ali, no box ao lado, há uma vida.
Estamos todos no mesmo banheiro.
Quando é necessário estar preso para enxergar a prisão em que vive.
só faltou o mais importante: representatividade!