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Capturando a vida na ilha italiana de Lampedusa, uma linha de frente na crise de migração europeia, o filme documentário de Gianfranco Rosi mostra o cotidiano daqueles que nasceram e foram criados na ilha e daqueles que chegam em busca de uma nova vida no local.
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Vale enquanto fonte e registro histórico... Porém, como obra cinematográfica é fraquíssima, temos muitos exemplos de documentários melhores.
Todas as 3 estrelas servem para refletir sua importância histórica. Já enquanto cinema, pouco demonstrou.
Trata-se de um documentário do tipo observacional, ou seja, cuja câmera se quer ausente daquilo que observa. Essa escolha amplia a sensação de distanciamento entre as duas realidades capturadas pelo filme, a vida pacata dos locais na ilha de Lampedusa e o caos em que aportam os migrantes vindos da costa africana. Apesar desse pacto de ausência ser rompido contantemente pelos olhares agudos daqueles que migram, faz falta alguma quebra no contraste, como se essas realidades não se imiscuíssem para além de uma notícia no rádio, o que é impossível quando pensamos no cotidiano de uma ilha que recebeu mais de 600 mil migrantes por mar nos últimos 15 anos. Para além disso, trata-se de um filme que revela aos poucos sua violência inescapável, desvelando o cemitério em que o Mar Mediterrâneo se tornara.
15/11/2023.
Vencedor do Urso de Ouro e do prêmio do Júri Ecumênico no Festival de Berlim, e indicado ao Oscar de melhor documentário, o filme faz um duro registro da crise imigratória na Europa intensificada a partir de 2010. Com uma câmera íntima, o premiado documentarista Gianfranco Rosi acompanha os refugiados que chegam à ilha de Lampedusa, na Itália, em embarcações precárias, com o objetivo de melhores condições de trabalho. Grande parte deles são da África, de países massacrados pela guerra civil, outros do Oriente Médio, também de lugares condenados por eternos conflitos sociais. Arriscam a vida pelo oceano em navios de segunda mão, para fugir da fome, do preconceito, da morte - nos créditos iniciais do documentário aparecem textos informativos sobre o número alarmante de refugiados que seguem até a ilha, já que ela tem ponto estratégico que liga a África à Europa; foram dezenas de milhares nos últimos anos, sendo que muitos morreram no caminho (afogados, em naufrágios, de doenças, insolações, queimaduras), sem falar daqueles que pisavam em solo debilitados e precisavam de hospitais.
O doc, de narrativa lenta e que deixa um amargor no ar, entrelaça a história dos imigrantes com a de moradores da ilha de Lampedusa, dentre eles um casal de idosos que ouve música tomando café, a de um médico que cuida dos refugiados e a de uma criança com problemas de saúde.
Um filme sério, de impacto e que nos faz refletir. Disponível em DVD pela Imovision.
POR FELIPE BRIDA - BLOG CINEMA NA WEB
Ruim, raso em todos os aspectos, não se preocupa em mostrar a questão dos refugiados e nem tão pouco a questao dos habitantes em geral da ilha. só vale pela fotografia. Nota 4,0