Nas proximidades do Canal da Mancha francês, na costa de Opale, perto de uma aldeia com suas dunas e pântanos, vive um estranho homem que caça, reza e acende fogueiras. Uma moça que mora numa propriedade local toma conta dele e lhe dá de comer. Eles passam o tempo juntos no grande campo vasto de dunas e bosques, a se recolher misteriosamente à beira das lagoas, lá onde ronda o Demônio.
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Algumas coisas a falar
1º - A mãe da menina foi a que mais sofreu, o marido foi assasinado; a filha, estrupada e morta, teve o corpo roubado e depois ressucitou
2º - Que cena de sexo mais escrota foi aquela, a mina parecia um urso com convulsão
3º - Análise do filme-
A narrativa é interessante e a abordagem é legal, se você tiver um alto nível de consciência e compreensão, você consegue entender como cada personagem se encaixa, às vezes até o que vai acontecer, mas o diretor foi bem feliz, porque mesmo entendendo, consegui ser surpreendido algumas vezes. Quando a menina morreu, eu já estava preparado para ela voltar à vida a qualquer momento. No fim, o filme não é para ser entendido, mas apreciado.
Um pouco longo demasiadamente na minha humilde opinião.
Um grande amigo desgostou deste filme, mas sem demonstrar tanto interesse pelas demais obras dumontianas, o que fazia com que eu suspeitasse de sua avaliação emotiva (risos). Casualmente ou não, fui avançando na filmografia deste originalíssimo diretor francês e deixei este aguardado título para trás. Quando finalmente tive acesso a esta obra, já estava acostumado à redefinição estereotípica dos caipiras praianos que abundam nos estranhos filmes dumontianos, bem como encantado por aquele cenário que voltaria obsessivamente nos filmes contemporâneos. Sendo assim, achei o filme tão reiterativo quanto radicalmente autoral: demorei um pouco para entrar no clima e compreender as elipses tramáticas, até que a conjuntura supra-realista dos eventos sobrenaturais apresentados devolvesse-me o encantamento prometido pelo magistral título. Ao término, eu estava hipnotizado, e um tanto assustado, mesmo que o desfecho fosse inusitadamente positivo. Elenco escolhido pelos traços fisionômicos, fica evidente. O silêncio possui instantes de adesão sufocante (não há qualquer trilha musical ou presunção humorística voluntária). Extraordinário em sua esquisitice normalizada. Dumont em estado bruto! (WPC>)
Não entendi nada. Não gostei.
Não consegui terminar, os motivos ainda são um mistério.