O protagonista parece o Cabeção da Malhação. Sobre o filme, é tanta 💩 que acontece com o cara, tipo, dá tudo errado na vida dele. Por instante pensei que no final ele fosse usar a arma na cabeça, mesmo. kkkkk
Tim Robinson é ótimo porque parece carregar no corpo inteiro um tipo muito específico de constrangimento. Ele é, de certo modo, a primeira temporada de The Office encarnada em alguém, aquela mistura de desespero social, inadequação, autoengano e vontade absurda de ser visto. O filme entende muito bem isso. É desconfortavelmente engraçado, não só porque as situações escalam, mas porque elas nascem de uma carência meio patética e meio reconhecível.
O que mais me pegou, porém, foi como Amizade Tóxica funciona quase como um anti-bromance. E ter Paul Rudd ali é ótimo justamente porque ele traz essa imagem de charme masculino acessível, simpático, fácil, quase terapêutico, o tipo de cara que parece prometer uma vida social mais leve só por existir perto. Só que o filme vai para outro lugar. O atrito que aparece é entre um ideal moderno de masculinidade, cheio de sonhos de potência, espontaneidade, sucesso e pertencimento, e aquilo que o capitalismo tardio de fato entrega para o homem trabalhador contemporâneo, que é uma vida achatada, estranha, ansiosa, onde até fazer um amigo vira um pequeno colapso.
Acho esse atrito ótimo e ainda pouco explorado. O filme talvez não vá tão longe quanto poderia, mas fica ali, cutucando uma coisa incômoda que é a amizade masculina como promessa de salvação e, ao mesmo tempo, como mais uma forma de inadequação.
O protagonista parece o Cabeção da Malhação. Sobre o filme, é tanta 💩 que acontece com o cara, tipo, dá tudo errado na vida dele. Por instante pensei que no final ele fosse usar a arma na cabeça, mesmo. kkkkk
Bem esquisito!
Tim Robinson é ótimo porque parece carregar no corpo inteiro um tipo muito específico de constrangimento. Ele é, de certo modo, a primeira temporada de The Office encarnada em alguém, aquela mistura de desespero social, inadequação, autoengano e vontade absurda de ser visto. O filme entende muito bem isso. É desconfortavelmente engraçado, não só porque as situações escalam, mas porque elas nascem de uma carência meio patética e meio reconhecível.
O que mais me pegou, porém, foi como Amizade Tóxica funciona quase como um anti-bromance. E ter Paul Rudd ali é ótimo justamente porque ele traz essa imagem de charme masculino acessível, simpático, fácil, quase terapêutico, o tipo de cara que parece prometer uma vida social mais leve só por existir perto. Só que o filme vai para outro lugar. O atrito que aparece é entre um ideal moderno de masculinidade, cheio de sonhos de potência, espontaneidade, sucesso e pertencimento, e aquilo que o capitalismo tardio de fato entrega para o homem trabalhador contemporâneo, que é uma vida achatada, estranha, ansiosa, onde até fazer um amigo vira um pequeno colapso.
Acho esse atrito ótimo e ainda pouco explorado. O filme talvez não vá tão longe quanto poderia, mas fica ali, cutucando uma coisa incômoda que é a amizade masculina como promessa de salvação e, ao mesmo tempo, como mais uma forma de inadequação.
Friendship acontece quando você não espera nada e recebe nada e mais um pouquinho.
Nada com nada , não me prendeu.