Fabio Fernandes
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O Agente Secreto (O Agente Secreto) 1,0K

O Agente Secreto

  • Fabio Fernandes
    3 meses atrás

    Kleber Mendonça Filho sempre foi mestre em usar o espaço físico para falar de tensões sociais, mas em O Agente Secreto, ele usa o cinema de gênero para dissecar o tempo. E não qualquer tempo, mas o período mais brutalmente corrupto e desigual do nosso país.

    Nesse sentido, o diretor tem o raro entendimento que, para retratar a ditadura, é preciso olhar para além da tortura física e encarar a cleptocracia que lhe foi tão marcante: a corrupção endêmica entre as elites econômicas e os militares. E isso, claro, sem ignorar a estrutura de naturalização da violência a partir das forças de opressão estatal que leva ao desumano cotidiano que se espalha da cena de abertura ao clímax explosivo.

    Wagner Moura entrega uma performance colossal, embora, vale dizer, não do jeito que Hollywood glorifica - não há, com efeito, uma ode ao espetáculo da dor. Há, na verdade, um pesar constante, mas tão doído quanto espirituoso e afetuoso. Sua excelência aqui dialoga diretamente com a de Fernanda Torres em Ainda Estou Aqui ou Fernanda Montenegro em Central do Brasil: uma atuação construída na nuance, no não-dito e no peso que se carrega nos ombros com a familiar ternura que caracteriza nosso povo.

    Kleber, ao fim, usa o pretérito imperfeito para explicar este nosso presente insuportável. O Brasil de hoje dói, e o filme nos diz por quê: porque a ferida nunca foi costurada, apenas coberta com insólitos acordos banhados pelo dinheiro e pelo silêncio cínico.

    O passado, animal teimoso, continua acontecendo.

  • Uma Batalha Após a Outra (One Battle After Another) 647

    Uma Batalha Após a Outra

  • Fabio Fernandes
    3 meses atrás

    One Battle After Another é daqueles filmes que parecem dizer “ok, vamos rir para não enlouquecer” - e ainda assim conseguem pensar de verdade. Pra mim, é genial justamente por fazer uma leitura cínica (e bem afiada) dos limites do modelo civilizatório estadunidense e das tragédias anti-utópicas do capitalismo tardio. A sua promessa de ordem presente ecoa, no máximo, como um ruído; ao passo que a promessa de futuro é uma mera gestão dos desastres que se impõem.

    O mais gostoso é que isso vem em embalagem surpreendentemente “fácil” de ver. Muito por causa da veia cômica do DiCaprio e do Benicio del Toro, que dão leveza sem diluir a crítica. O absurdismo aqui não perde força por falha técnica ou narrativa; ele esbarra num problema mais estranho: a realidade concreta, às vezes, já está mais absurda que a ficção. Por isso o filme concilia humor e crítica sem virar só uma psicodelia autocontente.

    E o Sean Penn está brilhante: uma caricatura realista, extremista, mas cheia de camadas - o tipo de personagem que assusta porque parece algo que conhecemos muito bem. No fim, o filme não cai nem no cinismo paralisante nem no otimismo bobo, mas fica com uma tese simples e dura: as batalhas que se seguem valem a pena. Sempre.

  • Dexter: Sangue Novo (Dexter: New Blood) 419

    Dexter: Sangue Novo

  • Fabio Fernandes
    6 meses atrás

    Admito que fui com expectativas modestas — após um longo período e um desfecho original pouco satisfatório, parecia pouco provável que Dexter fosse retomado de forma digna. Porém, New Blood me surpreendeu de forma positiva. As performances estão afiadas, com bons desenvolvimentos, e a atmosfera fria da nova ambientação contrasta bem com a antiga Miami.

    Em sua maior parte, o roteiro consegue equilibrar tensão e reinvenção, trazendo frescor sem comprometer a essência. O problema é que, embora algumas escolhas sejam coerentes, o final recorre a soluções fáceis, quase como um deus ex machina preguiçoso. Isso não diminui os méritos da série, mas cria uma sensação agridoce: a de que estávamos muito perto de um desfecho verdadeiramente grandioso.

    Ainda assim, vale a pena assistir. Para quem já carregava as frustrações do desfecho original, New Blood oferece uma catarse... parcial — não perfeita, mas necessária.

  • Breno 1 ano atrás
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