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Data de lançamento
10 Out. 1963Duração
James Bond é enviado à Turquia, com a missão de ajudar uma bela secretária da embaixada da URSS. Em troca, a agente irá entregar a Bond uma máquina decodificadora Lektor. Porém, Bond não sabe que a maligna organização criminosa SPECTRE organizou esta armadilha no intuito de executá-lo.
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Muito bom, um clássico!!!
Dando sequência a franquia mais duradoura da história do cinema, Moscou contra 007 (cujo título original é muito mais interessante) consolida tudo que funcionou no filme anterior e apresenta evolução em todos os sentidos.
Apostando numa trama mais realista e com menos exageros, o filme destaca-se por um retrato atrativo da espionagem no auge da guerra fria. As locações na Turquia e em parte da Europa são bem utilizadas e conduzem Bond por uma das narrativas mais interessantes.
Sean Connery parece ainda mais a vontade no papel e entrega uma de suas melhores atuações como Bond. O elenco principal é excelente, com destaque para Robert Shaw como Grant, um dos maiores capangas de toda a franquia.
Embora apresente evoluções em todos os quesitos técnicos e seja consideravelmente melhor do que Dr. No, o filme sofre um pouco no último ato com a falta de um clímax marcante. A ausência de um grande vilão, o que reforça, de certo modo, o realismo proposto pelo roteiro, esvazia a narrativa após a
[/spoiler] morte de Grant e da fuga do trem. [spoiler]
Moscou contra 007 não é perfeito. Contudo, sua abordagem menor e mais realista e que investe forte na espionagem o faz ser lembrado como um dos melhores filmes da Era Connery e um dos melhores de toda a franquia. Um clássico.
Nota: 8,0
Esta sequência dá um salto gigantesco em relação ao original. Mantiveram tudo que funcionou no primeiro filme, como as bond girls gostosas, cenas sensuais e uso de gadgets criativos. Mas com um orçamento muito mais robusto conseguiram um ganho visível na parte técnica com locações na Turquia (com o famoso Trem Expresso do Oriente), cenas de ação mais realistas e principalmente um roteiro mais elaborado.
A trama central envolvendo a máquina Lektôr é bem desenvolvida e cheia de reviravoltas interessantes (até os últimos minutos). Os objetivos da organização "SPECTRE" de usar contraespionagem para lucrar com o conflito entre as superpotências ficam muito bem esclarecidos no enredo. O vilão Red Grant é brutal e silencioso, representando uma ameaça à altura para o 007.
Mas ainda há problemas de ritmo, com algumas subtramas inúteis como a parte dos ciganos que só servem para tirar o foco do que realmente interessa. Além disto os vilões continuam insistindo em bater papo ao invés de simplesmente executar o 007 quando tem chance. E a parte mais ridícula do filme que fica por conta da perseguição de barco no final onde bombardeavam o barco do 007 sem a menor preocupação em afundar a valiosa Lektôr junto.
Mesmo com seus altos e baixos este é o filme que colocou a franquia no rumo certo. E até foi considerado por muitos críticos e até pelo próprio Sean Connery como o melhor de toda a franquia.
Curiosidades: O presidente John F. Kennedy listou o livro de Ian Fleming como um de seus dez favoritos de todos os tempos. Isso gerou um enorme interesse do público e viabilizou a produção. Este foi o último filme que o presidente Kennedy assistiu na Casa Branca em 20 de novembro de 1963, antes de ser assassinado em Dallas.
O ator Pedro Armendáriz, que interpretou Kerim Bey, estava com câncer terminal durante as filmagens e sentia dores terríveis, mas continuou trabalhando para garantir que sua família recebesse o pagamento. Um mês depois de suas cenas terem sido concluídas, Armendáriz se matou em um hospital de Los Angeles.
O filme foi um sucesso de crítica e público, arrecadando mais de 78 milhões de dólares em bilheteria mundial contra um orçamento de apenas 2 milhões.
Neste filme, James Bond não diz "Bond, James Bond", apesar de dizer isso no livro em que o filme foi baseado.
Já havia gostado de Dr. No, que vi anos atrás, mas assistindo a este From Russia With Love me dei conta de como posso até gostar bastante de alguns exemplares de Bond (como Skyfall e alguns outros), mas há uma incompatibilidade de essência: eu gosto do 007 espião, mas os Bonds não são filmes de espionagem e sim filmes de ação protagonizados por um suposto espião.
É fácil perceber isso vendo From Russia... pois os elementos de espionagem do início são muito bem trabalhados. Antagonistas promissores, trama que se apresenta como estratégia e direção elegante (a cena do jogo de xadrez tem uma decupagem belíssima).
Existem, ainda, outros méritos: Sean Conery segue como o James Bond imbatível, os coadjuvantes dão boa sustentação (além dos já citados vilões, há um coadjuvante de destaque e uma bondgirl linda), além de um certo humor britânico que cai bem. No final, há algumas sequências de ação que fazem pensar um pouco no Hitchcock em seus momentos menos cerebrais e mais vigorosos.
Apesar disso, não se trata de um filme perfeito. Como quase todo Bond, há momentos genéricos e uma barriga narrativa ali pelo meio. Quanto mais o filme se afasta da espionagem, menos bom fica. É o que os produtores querem fazer de Bond, fazer o quê.
É ligeiramente melhor que o 1°, mas ainda é bem fraco, seja nas atuações e principalmente no roteiro.
Daniela Bianchi é o ponto alto do filme, tanto na atuação quanto na beleza,
enquanto James Bond é só um topa tudo por b♤c&t@ que parece sobreviver às missões na sorte