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Data de lançamento
17 Set. 1964Duração
James Bond é encarregado de espionar Goldfinger, um poderoso milionário cujas remessas de ouro por diversos países podem esconder ações criminosas. Após ser capturado, Bond descobre que o plano de Goldfinger é bem maior que simples remessas de ouro: ele pretende roubar nada mais nada menos do que as reservas americanas de ouro, guardadas no Forte Knox.
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O filme que definiu a fórmula definitiva de um filme 007. Para o bem e para mal. 007 Contra Goldfinger é elegante, exagerado e acima de tudo, extremamente divertido.
Com menos de 10 minutos a fórmula definitiva era apresentada. Cena de introdução de Bond em alguma missão alheia a trama principal, música tema, "Meu nome é Bond, James Bond" e é claro, a apresentação de um grande vilão. Neste caso, o maior de toda a franquia.
Auric Goldfinger (Gert Fröbe) é absolutamente o vilão mais memorável e carismático de todos os 25 filmes oficiais. Suas trocas sarcásticas com Bond são alguns dos momentos mais divertidos do filme. Seu capanga Odjob também se encontra no panteão dos maiores capangas da história, sem dizer uma única palavra.
Connery encontra sua melhor atuação, equilibrando sua habitual ironia com momentos de impetuosidade. É notável a evolução do ator e que este foi, sem dúvida alguma, o seu auge como James Bond.
A bondgirl Pussy Galore é marcante e encontra carisma na atuação de Honor Blackman. Contudo, sua atitude em momento decisivo da narrativa, é uma das maiores falhas do longa.
[/spoiler] Galore é retratada como uma mulher homossexual no livro e de forma sugestiva no filme. Ao se relacionar com Bond por ordens de Goldfinger e "cair em seus encantos", o roteiro propõe que ela mude completamente seus planos, por causa de... Bond, algo que não faz sentido e gera uma grande facilitação narrativa. [spoiler]
O roteiro no geral, é eficiente e dinâmico, porém apresenta uma grande quantidade de facilitações em momentos importantes. Não é o bastante para comprometer o resultado, mas é necessária uma suspensão voluntária da descrença, algo que não ocorre nos dois filmes anteriores.
A direção de Guy Hamilton (diretor que faria mais 3 contribuições à franquia, sem jamais conseguir repetir a qualidade apresentada neste filme) consegue manter a coerência com o que fora apresentado por Terence Young até então, mas deixando uma fórmula bastante efetiva do que deveria ter em um filme de 007. No entanto, a ele também pode-se creditar os primeiros exageros que viriam a ser um problema futuro dentro da franquia.
007 Contra Goldfinger foi o filme da franquia que melhor conseguiu equilibrar exageros, espionagem e diversão. O maior clássico da série 007.
Nota: 8,4
Sem dúvidas esse é o filme mais patético da fase do Sean Connery e provavelmente de toda a franquia, pois é até difícil imaginar conseguiriam descer mais fundo que isso.
A trama envolve o magnata Auric Goldfinger que é obcecado por ouro. O vilão planeja não roubar, mas contaminar com radiação a reserva de ouro dos EUA no Fort Knox com uma bomba atômica. O objetivo seria tornar o estoque americano inutilizável por décadas, valorizando suas próprias reservas de ouro e quebrando a economia mundial.
No papel até parece uma boa ideia, mas execução tornou o vilão quase um palhaço tramando um plano imbecil que parece que foi roteirizado por uma criança de 10 anos de idade. James Bond é um inútil no filme e praticamente nem tem oq fazer pois os adversários facilitam ao máximo a vida dele. O bobalhão do Goldfinger não apenas compartilha todo o plano altamente secreto com o 007, como faz questão de levar ele pra participar da execução, sem qualquer preocupação.
De positivo se salvam apenas a estreia do famoso Aston Martin do James Bond e com vários acessórios criativos como o banco ejetável, metralhadoras e cortina de fumaça. Além disso o capanga silencioso de chapéu com abas de aço é um dos mais lembrados da série até hoje.
Tirando isso o filme mais parece aquelas sátiras policiais de quinta categoria. Após o excelente "007 contra Moscou" é impressionante como a troca de diretor conseguiu comprometer tanto a qualidade do filme...
Curiosidade: No livro que inspirou o filme de Goldfinger era simplesmente roubar o ouro do Fort Knox, mas a ideia foi ridicularizada pelos críticos por ser impossível de ser executada devido dado o enorme peso do estoque de ouro. No filme o esquema do vilão foi repensado para parecer mais realista.
O vilão é MUITO melhor do que o dos filmes anteriores, que carrega o filme nas costas, e a trama é mais interessante também. Fora isso, tem os mesmos defeitos dos filmes anteriores, mas tem algumas cenas ridículas até para a época que pesam contra.
O Bond batendo o carro porque colocaram um espelho no caminho é patética, enquanto a cena do Bond lutando com a Pussy no celeiro é ridícula, assim como todas as cenas de luta de todos 3 filmes que vi até agora. Pior de tudo é que o Bond ainda ganha os créditos por ter salvado o mundo, sendo que a única coisa que ele fez foi ser salvo.
Prosseguirei assistindo os filmes da franquia esperando se tornar épico. Vamos ver até onde eu aguento.
Um Bom Vilão e Um Ótimo Ajudante de Vilão, Connery Esta Sensacional!
🎬 **Crítica | Moscou Contra 007 (From Russia with Love, 1963)**
**Ano:** 1963 | **Duração:** 115 minutos
**Gêneros:** Espionagem • Suspense • Aventura
**Elenco principal:**
* **Sean Connery** como *James Bond* — mais confiante e confortável no papel do agente 007
* **Daniela Bianchi** como *Tatiana Romanova* — a enigmática Bond Girl envolvida no jogo político
* **Lotte Lenya** como *Rosa Klebb* — agente fria da **SPECTRE**
* **Robert Shaw** como *Red Grant* — o assassino implacável
🎞️ **Enredo & História**
Em *Moscou Contra 007*, Bond volta a enfrentar a organização **SPECTRE**, agora manipulando as tensões da Guerra Fria entre EUA e URSS para provocar um conflito de proporções globais. A ameaça política é maior, mas o tom do filme é curiosamente mais leve e contido que o anterior. A narrativa aposta mais em espionagem e jogos psicológicos do que em grandes cenas de ação.
🎥 **Produção, Fotografia e Efeitos**
A produção mantém o estilo clássico dos anos 60, com locações elegantes e fotografia sóbria. Os efeitos especiais são discretos, mas funcionais. Destaque para a introdução mais clara de **Q**, o inventor da agência, que começa a equipar Bond com engenhocas simples, porém icônicas — um passo importante para a identidade da franquia.
🎭 **Atuações**
Connery segue carismático, embora menos explosivo. Robert Shaw se destaca como antagonista físico, enquanto as Bond Girls continuam sendo um dos grandes atrativos visuais e simbólicos do filme.
🎬 **Sequências & Filmes Semelhantes**
Segundo filme da franquia 007, sucedido por *Goldfinger*. Filmes semelhantes incluem *Dr. No* e *O Espião que Saiu do Frio*.
✅ **Vale a pena assistir?**
Vale como evolução do universo Bond, mas sem o impacto ou a ousadia que a série teria mais adiante.
⭐ **Nota:** **5 / 10**
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