Quando uma garotinha é sequestrada por uma rede de tráfico, logo descobrem que ela mexeu com a criança errada. Sua mãe, uma notória ex-líder de gangue, está próxima de tudo e fará de tudo para levar sua filha para casa.
Esse cinema do leste asiático está me arrancando lágrimas de tanto orgulho! Pra quem achava que as produções coreanas eram o filé de peixe do continente, deveria abaixar o pescoço pra bem ao sul do mapa, e ver o que o estrago que a Indonésia e o Vietnã, estão fazendo por lá! Os caras estão reinscrevendo os filmes de ação na base da porrada e do facção. E "Fúria Feminina" mostra isso.
Dirigido por Le-Van Kiet, o filme conta a história de Hai Phượng (Veronica Ngo), uma mãe solteira que se vê envolvida numa luta desesperada para resgatar a sua filha sequestrada de uma rede de tráfico de crianças. Começa com ela saindo na porrada na beira do rio, onde mora, chegando na capital Hanói e rolando pelas bibócas da cidade, atrás de sua filha. Descendo a porrada em quem encontrasse.
A trama é simples, clichê, mas o desenvolvimento da história é foda demais. É tudo bruto, tudo rootz, tudo violento, tudo sujo. Esse filme vietnamita, não tem medo de mostrar suas origens simples, de casa de palafitas, becos escuros e gente humilde. Não tem aqueles estereótipos de personagens de ação bem arrumado e com carrão na esquina de barro. A protagonista estava literalmente preparando a janta, picando tempero e copiando o peixe em cena. Onde no cinema, você vê uma coisa dessa?
Quando começam as cenas de ação, você acha que vai ser mais um filme de pancadaria do gênero, coisa que acaba sendo, mas o estilo de cinema que os caras estão fazendo, atropela os filmes gringos e europeus, com sequencias de ação impressionantes, onde o realismo nas lutas, fazem desse tipo de cinema, uma coisa única hoje.
A coreografia é de se aplaudir, o nível de dificuldade das cenas é absurdo, e a criatividade nas lutas não deixam a gente cansar do que está assistindo. A cinematografia do, Le-Van Kiet leva a gente para uma experiência nova dentro de um genero velho, parece que ele tira os óculos de CGI, que os estúdios colocaram na gente, devolvendo pros filmes os efeitos especiais que fizeram a fama do genero. Além de ter um elenco que aguenta uma porrada, como nenhum filme gringo tem.
Veronica Ngo arrebenta com o filme, do inicio ao fim ela cobre de pancada quem aparece na sua frente. O desespero de sua personagem para encontrar a filha, é o coração do filme e a forma que ela se empenha na luta, me impressionou muito. Quando eu achei que a protagonista era apenas mais uma ex alguma coisa, ela aparece com uma profundidade interessante escondida, que tira o filme de mais um balaio do genero.
A determinação dela em superar os obstáculos e enfrentar quase o impossível para salvar sua filha ressoa forte na gente. Ela se entrega de tal forma na sua luta, que inspira quem assiste. Aquele amor de mãe, somado ao desespero, foi a coisa mais intensa do filme. Claro que tem forçadas absurdas, com aquelas escolhas que fazem a gente rosnar de fúria, mas qual John Wick que não tem?
Não que as outras cens não sejam, mas a sequencia final arrebenta na ação, com lutas mortais, em cima e dentro do vagão do trem, com porrada e facão comendo solto. O final é o clichê², que faz a gente ficar triste, mas mostrar os dentes amarelos depois rsrsrs...
"Fúria Feminina" não é nada especial dos filmes de ação, mas faz ser especial cada cena que se propõe. O longa da Le-Van Kiet, é diferente, competente, igual, clichê e incrível aos melhores filme do genero. O estilo de filmagem é o que fez a diferença nas cenas, onde o realismo se somava a angustiante luta de sua protagonista para encontrar sua filha.
Gostei muito, parecia ser mais um entretenimento qualquer, mas "Fúria Feminina" é um entretenimento genuíno que vale muito a pena conhecer.
Um filme de ação regular, dessa vez com protagonismo feminino. Cenas de luta bem coreografadas, porém me incomodou a ausência de sangue, era muita pancadaria mas o sangue que saía dos algozes era quase inexistente. Eu sei que a protagonista tem que sobreviver no final, mas aquela cena em que ela é acorrentada e jogada no rio e milagrosamente o policial aparecer pra salvar a sua vida foi uma forçada de barra absurda. A melhor parte foi ela lutando com a chefona do tráfico. [spoiler][/spoiler]
Um filme de arte marcial não imperialista protagonizado por uma mulher em busca de resgatar sua filha. Nunca tinha assistido um filme assim. Alguém tem outros pra indicar?
Com o lançamento do Fúrias Femininas 2023 que é um prequel, resolvi rever esse pra relembrar já que tenho uma péssima memória. É um filme básico, provável baixo orçamento e até clichê, mas é bem feitinho e funciona, com boas sequências de ação e cenas de lutas, e uma carismática Veronica Ngo que além de ser uma boa atriz luta bem, coisa que nem sempre andam de mãos dadas. Sem muita exigência vale a conferida.
Tem Alguns Spoilers...
Esse cinema do leste asiático está me arrancando lágrimas de tanto orgulho! Pra quem achava que as produções coreanas eram o filé de peixe do continente, deveria abaixar o pescoço pra bem ao sul do mapa, e ver o que o estrago que a Indonésia e o Vietnã, estão fazendo por lá! Os caras estão reinscrevendo os filmes de ação na base da porrada e do facção. E "Fúria Feminina" mostra isso.
Dirigido por Le-Van Kiet, o filme conta a história de Hai Phượng (Veronica Ngo), uma mãe solteira que se vê envolvida numa luta desesperada para resgatar a sua filha sequestrada de uma rede de tráfico de crianças. Começa com ela saindo na porrada na beira do rio, onde mora, chegando na capital Hanói e rolando pelas bibócas da cidade, atrás de sua filha. Descendo a porrada em quem encontrasse.
A trama é simples, clichê, mas o desenvolvimento da história é foda demais. É tudo bruto, tudo rootz, tudo violento, tudo sujo. Esse filme vietnamita, não tem medo de mostrar suas origens simples, de casa de palafitas, becos escuros e gente humilde. Não tem aqueles estereótipos de personagens de ação bem arrumado e com carrão na esquina de barro. A protagonista estava literalmente preparando a janta, picando tempero e copiando o peixe em cena. Onde no cinema, você vê uma coisa dessa?
Quando começam as cenas de ação, você acha que vai ser mais um filme de pancadaria do gênero, coisa que acaba sendo, mas o estilo de cinema que os caras estão fazendo, atropela os filmes gringos e europeus, com sequencias de ação impressionantes, onde o realismo nas lutas, fazem desse tipo de cinema, uma coisa única hoje.
A coreografia é de se aplaudir, o nível de dificuldade das cenas é absurdo, e a criatividade nas lutas não deixam a gente cansar do que está assistindo. A cinematografia do, Le-Van Kiet leva a gente para uma experiência nova dentro de um genero velho, parece que ele tira os óculos de CGI, que os estúdios colocaram na gente, devolvendo pros filmes os efeitos especiais que fizeram a fama do genero. Além de ter um elenco que aguenta uma porrada, como nenhum filme gringo tem.
Veronica Ngo arrebenta com o filme, do inicio ao fim ela cobre de pancada quem aparece na sua frente. O desespero de sua personagem para encontrar a filha, é o coração do filme e a forma que ela se empenha na luta, me impressionou muito. Quando eu achei que a protagonista era apenas mais uma ex alguma coisa, ela aparece com uma profundidade interessante escondida, que tira o filme de mais um balaio do genero.
A determinação dela em superar os obstáculos e enfrentar quase o impossível para salvar sua filha ressoa forte na gente. Ela se entrega de tal forma na sua luta, que inspira quem assiste. Aquele amor de mãe, somado ao desespero, foi a coisa mais intensa do filme. Claro que tem forçadas absurdas, com aquelas escolhas que fazem a gente rosnar de fúria, mas qual John Wick que não tem?
Não que as outras cens não sejam, mas a sequencia final arrebenta na ação, com lutas mortais, em cima e dentro do vagão do trem, com porrada e facão comendo solto. O final é o clichê², que faz a gente ficar triste, mas mostrar os dentes amarelos depois rsrsrs...
"Fúria Feminina" não é nada especial dos filmes de ação, mas faz ser especial cada cena que se propõe. O longa da Le-Van Kiet, é diferente, competente, igual, clichê e incrível aos melhores filme do genero. O estilo de filmagem é o que fez a diferença nas cenas, onde o realismo se somava a angustiante luta de sua protagonista para encontrar sua filha.
Gostei muito, parecia ser mais um entretenimento qualquer, mas "Fúria Feminina" é um entretenimento genuíno que vale muito a pena conhecer.
As cenas de luta até que são bem legais
Um filme de ação regular, dessa vez com protagonismo feminino. Cenas de luta bem coreografadas, porém me incomodou a ausência de sangue, era muita pancadaria mas o sangue que saía dos algozes era quase inexistente. Eu sei que a protagonista tem que sobreviver no final, mas aquela cena em que ela é acorrentada
e jogada no rio e milagrosamente o policial aparecer pra salvar a sua vida foi uma forçada de barra absurda. A melhor parte foi ela lutando com a chefona do tráfico.
[spoiler][/spoiler]
Um filme de arte marcial não imperialista protagonizado por uma mulher em busca de resgatar sua filha. Nunca tinha assistido um filme assim. Alguém tem outros pra indicar?
Com o lançamento do Fúrias Femininas 2023 que é um prequel, resolvi rever esse pra relembrar já que tenho uma péssima memória.
É um filme básico, provável baixo orçamento e até clichê, mas é bem feitinho e funciona, com boas sequências de ação e cenas de lutas, e uma carismática Veronica Ngo que além de ser uma boa atriz luta bem, coisa que nem sempre andam de mãos dadas.
Sem muita exigência vale a conferida.
25-03-2023 - Revisão