Gaja Gamini é uma mulher misteriosa, que aparece em quatro personagens diferentes, sendo um deles Sangeeta, uma menina cega de Benares, no início dos tempos, que inspira as mulheres da aldeia a se revoltar contra um sistema machista, usando para isso o teatro. Outro personagem é Shakuntala, que é a inspiração dos poemas de Kalidas. Shakuntala incita a inveja nas mulheres e o amor dos homens ao seu redor. Gaja Gamini também é Mona Lisa durante o Renascimento, o objeto da obsessão do pintor Leonardo Da Vinci. E finalmente, Mônica, que inspira o fotojornalista Shahrukh, e que representa a mulher do novo milênio. Kamdev, o Deus do Amor, caminha sobre a Terra ao longo da história, tentando ganhar o amor de Gaja Gamini por quem ele é apaixonado. Uma grande parede preta separa dois diferentes períodos de tempo, e mostra o confronto entre a ciência e arte em diferentes pontos da história, mostrando que o próprio mundo pode mudar, mas as suas ideias originais serão sempre as mesmas.
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Não é qualquer uma que pode ser musa inspiradora...Viva Madhuri Dixit!
Uma película despretensiosa, experimental, com atuações amadoras e cheio de simbolismo mas em seu âmago uma apoteose de ideias, uma história de várias mulheres, ou de uma mulher que são várias, ou mesmo uma ode as mulheres em suas diferentes formas mas que em seu íntimo são uma, só e diversa. Um poema sobre a feminilidade, sobre as cores, sobre a chegada do ano 2000, sobre a balança que pesa ciência e filosofia, sobre a morte, sobre a voz das mulheres caladas...
Madhuri está perfeita (como sempre), com sua voz forte ocupando todos os lugares, ela incorpora Gaja Gamini com suas curvas e voluptuosidade, e com seus olhos grandes.
Ela É a deusa Parvati, ela É o mistério de Monalisa, por um momento nossa curiosidade também é movida por aquela figura feminina a dançar misteriosamente, a tilintar sem mostrar seu rosto, a nos colocar frente a frente com as dúvidas do viver.
Simplesmente intrigante.