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Márcia é uma típica garota de Ipanema. Toma banho de mar no castelinho, vai à festas, frequenta rodas intelectuais, gosta de Bossa-Nova, estuda na PUC, namora um campeão de surf. Depois de se desligar de Pedro Paulo, tem um flerte com o compositor Chico Buarque e uma aventura com um fotógrafo casado, sempre amparada pelo amigo Zeca. Incerta quanto a seu futuro, angustiada em sua busca pela felicidade, ela representa uma maneira de ser da classe média. Vive só, em busca de solução para seus problemas. Durante o Carnaval, encontrará afinal uma resposta para suas dúvidas, uma promessa de tempos mais autênticos e felizes, o reencontro consigo mesma. O roteiro foi inspirado na famosa música de Vinícius de Moraes e Antônio Carlos Jobim.
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Se for levar ao pé da letra a adaptação,poderemos sair de mão abanando,mas a forma que homenageia conseguimos sair feliz com o resultado final.
Basicamente temos um desfile de rostos e corpos bonitos,muita música boa e sol e praia. É o mesmo produto muito produzido na época do cinema brasileiro. Na música temos um ótimo desfile trazendo Chico Buarque,Dorival Caymmi,Nara Leão e por aí vai...
O elenco também traz outros tantos bons nomes e as musas do cinema brasileiro da época livre para fazer o que quiser.
>Maratona Irene Stefânia - Assistido em 03 de Setembro de 2026
- as participações especiais me chamaram muito mais a atenção do que o filme em si, grandes nomes que abrilhantaram a produção
- a trama é bem reflexiva, uma jovem burguesa alienada tentando se encontrar
- é até interessante, mas bem truncado, quase não reconheci a direção do hirszman
kkkk q viagem
Caramba, tirando as musicas e as interpretações o filme é muito chato !!
Garota de Ipanema (1967) seria o filme mais comercial de Leon Hirszman (1937-1987). A estrutura até faz lembrar os gloriosos e divertidos musicais em preto e branco da Atlântida ou as cores vivas de Rio, Verão & Amor (1966), obra derradeira do inventor do gênero, Waltson Macedo (1918-1981). Como acontecia nas chanchadas, além do elenco principal, desfilam pela tela ilustres cantores e músicos da MPB, acrescidos de intelectuais como Luiz Carlos Maciel (19382017), e artistas consagrados no Cinema Novo. Vale citar, por exemplo, a musa Luiza Maranhão de A Grande Feira, 1961. As semelhanças, no entanto, param por aí. Garota de Ipanema começa melancólico. Chove no famoso bairro do Rio de Janeiro. Hirszman e Vinícius de Moraes (1913-1980), que também assina o roteiro, não se prendem ao gênero que consagrou Oscarito, Grande Otelo e outros grandes artistas dos anos 1940-50. Garota de Ipanema tem o verniz da Zona Sul carioca, a sofisticação da classe média alta e, também, momentos delicados, de rara reflexão sobre os medos da garota Márcia, de 17 anos. Não há como não perceber que há algo errado naquele paraíso de praia e Bossa Nova. Aos poucos ela vai revelando as frustrações e decepções com o país provinciano dos generais. Nas conversas, revela o repúdio ao assédio, ao machismo do namorado, às deficiências do ensino brasileiro, ao falso moralismo etc. Essa decepção de Márcia não é gratuita nem solitária. A sensação de vazio é uma das características que marcam a segunda fase do Cinema Novo. O Desafio (1965), de Paulo César Saraceni (1932-2012), ou Os Herdeiros, de Cacá Diegues, fazem essa mesma abordagem, representada por Márcia. Em Garota de Ipanema, Hirszman mantém-se um cinemanovista irônico, iconoclasta, visceral. Há cenas memoráveis. A melhor delas é interpretada pela grande Iracema de Alencar (1900-1978), na noite de Natal, que eu vejo como uma das mais comoventes da história do cinema.