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Duração
É a época do Natal. Com a ajuda de sua mãe, Lynne, uma menina de talvez oito anos, se veste, e seu irmão mais novo Steven brinca com um carrinho de brinquedo. As crianças saem com o pai, que é carinhoso com eles. Eles caminham até uma estrada de ferro, onde uma mulher desleixada aguarda com dois filhos, da mesma idade que Lynne e Steven. As crianças vão com eles. Estão todos indo para uma festa em um pub. Lynne nota de que a menina age de forma muito familiar com seu pai. O que está acontecendo?
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Terceiro trabalho de direção de Ramsay e já mostrava todos os elementos que seria perita no futuro:o caos familiar.
A fotografia funciona muito na questão da tristeza das famílias.Algo sem esperança.A trilha sonora é muito boa,casa perfeitamente bem com os momentos natalinos.Um curta profundamento melancólico.
>Maratona Lynne Ramsay - Assistido em 09 de Abril de 2026
A menina da capa é a cara da Saoirse
Não gosto da diretora. Mas a leveza com que ela conduz esta fábula bi-familiar cativou-me, antecipando (de forma melhorada) o brasileiro AS DUAS IRENES. Pena que seja tão curto: minha mãe estava apreciando bastante a sutileza do drama, as potencialidades reativas da protagonista, as inúmeras possibilidades relacionais derivadas do enredo condensado. Não há julgamento, mas perplexidade e tentativa de compreensão. A fotografia é ótima em sua delimitação dos locais a que os personagens estão confinados. O fato de o elenco ser quase todo composto por parentes e amigos próximos da diretora depõe a seu favor. Gracioso em sua crueza. Quem diria? (WPC>)
Gosto tanto da sonoridade desse curta. O som de cada detalhe é tão expressivo.
"Gasman" da diretora Lynne Ramsay é uma fábula, quase um conto de fadas seco e duro sobre a perda da inocência de uma garotinha de uns 8 anos. Ramsay não faz rodeios, nem firulas e coloca o espectador na mesma posição da garota. Descobrimos juntos com ela o segredo que envolve seu pai. Isso que é o mais bacana. Há um resgate de algo quase doce, quase pueril na maneira como a diretora filma as brincadeiras, a festa, as briguinhas... O filme me remeteu imediatamente ao conto da Clarice Lispector, "A Descoberta do Mundo". Também ali há o mesmo assombro por se saber cedo demais algo que mudará pra sempre uma vida. Ramsay é tão phoda que só percebemos a gravidade da coisa quando o letreiro já começa a subir. Cinema incrivelmente simples, mas poderoso. Recomendo.