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Duração
A inglesa Gemma Bovery (Gemma Arterton) se muda com o marido (Jason Flemyng) para uma pequena cidade francesa. Ela logo desperta a atenção de Martin Joubert (Fabrice Luchini), um morador local que fica encantado com sua beleza e também com as semelhanças que possui com a protagonista de "Madame Bovary", clássico da literatura escrito por Gustave Flaubert. Tamanha admiração faz com que Martin siga os passos de Gemma que, cada vez mais entediada, acaba se envolvendo em um caso extra-conjugal.
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É um conto que reserva alguns momentos interessantes.Vale por Gemma que se entrega de cabeça.
>Assistido em 30 de Outubro de 2025
É engraçadinho, dá pra passar o tempo. Gemma é uma deusa né.
Eu gostei bastante!
Apesar do final bem inusitado, é um filme leve e curto que nem se sente a hora passar.
Gostei bastante desse... Uma espécie de comédia dramática
Inspirado no clássico “Madame Bovary”, o livro escrito por Gustave Flaubert que escandalizou a França no século XIX, essa delícia de filme apresenta uma espécie de versão moderna de sua protagonista. Entretanto, mais do que simplesmente adaptar a história, Gemma Bovery insere o livro na própria narrativa, tarefa esta que cabe ao voyeur interpretado por Fabrice Luchini. Fã declarado do livro, o personagem não apenas reconhece as semelhanças entre Emma e Gemma como passa a admirá-la de longe, numa mistura de fascínio pela obra literária e pela própria musa. É esta mescla o trunfo do filme, auxiliada pelo (habitual) bom trabalho do ator.
OBS: O que fica depois da traição?
Nem sempre o desejo desaparece.
Às vezes, ele continua ali... justamente porque aquilo que começou não pôde ter continuidade.
E então chegam os rescaldos: a dor do fim, a solidão, a culpa, o medo de ser descoberta, as explicações que talvez ainda precisem ser dadas e, principalmente, o confronto com aquilo que já estava faltando antes.
Às vezes, uma carência encontra no outro exatamente aquilo que estava sendo procurado: atenção, cuidado, desejo, reconhecimento.
Mas aquilo que não foi compreendido dentro de nós pode nos colocar diante de escolhas que depois precisamos elaborar.
Porque a traição pode terminar, mas as consequências continuam muito depois dele.
E talvez seja justamente aí que começa o verdadeiro trabalho: compreender o que estava por trás daquele desejo, daquela falta e daquela escolha.
Porque algumas dores não desaparecem quando a história termina. Elas pedem para ser elaboradas.