Dirigido por
Duração
Good Copy Bad Copy, A documentary about the current state of copyright and culture (Cópia boa cópia ruim, um documentário de 2007 sobre o estado atual dos direitos autorais e da cultura), é um documentário dirigido por Andreas Johnsen, Ralf Christensen e Henrik Moltke, que aborda a relação entre direitos autorais e cultura no contexto da Internet, do compartilhamento de arquivos peer-to-peer e outros avanços tecnológicos.
O filme levanta questões delicadas relativas a copyrights e propriedade intelectual e apresenta interpretações tanto do ponto de vista dos ciberativistas entusiastas da cultura do Remix, quanto dos defensores dos direitos autorais. Retrata, com exemplos objetivos, o quão tênue é a linha que separa a experimentação musical das condutas consideradas ilegais e levanta discussões a respeito da abrangência das leis de direito autoral, quem são os reais beneficiários dessa legislação, e qual é, de fato, o propósito dos copyrights.
A questão central do filme é a de que a criatividade em si está em jogo e é necessário encontrar um equilíbrio entre os dois lados da questão: proteger os direitos daqueles que detêm copyrights e também o direito das gerações futuras de poder criar.
Com duração de 59 minutos, O filme apresenta entrevistas de várias pessoas com diferentes perspectivas sobre o assunto, incluindo advogados, produtores e artistas, e examina as diversas formas com que os direitos autorais vêm sendo abordados nas produções culturais em diferentes partes do mundo.
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Não estava esperando o tecnobrega. Foi uma surpresa e tanto KSKSKS
incrível.
é o registro de um momento muito específico.
acho graça de perceber a mudança/permanência em algumas tecnologias e linguagens. em 12 anos a internet deu um salto tão grande, e sinto que muito do que é tratado nesse documentário enquanto uma "novidade", são ideias que cresci e incorporei como se já fossem naturais.
a discussão em torno da indústria fonográfica é ótima de se ouvir quando já temos spotify. perceber o tecno brega cheio de identidade brasileira e ouvir a produção de maneira atenta, no mesmo momento em que me pego consumindo uns "bedroom pop" com as batidas simples e gravações dentro dum quarto.
enquanto produção visual, gosto do ritmo que o documentário leva. o começo parece menos dinâmico, mas o restante se desdobra muitíssimo divertido. não sei se por nostalgia mas apreciei até a qualidade meio ~ruim~ da imagem. muito um registro de momento. mesmo!
O início do documentário sugere que veremos uma discussão ultrapassada, com uma premissa que, aos poucos, foi ficando cada vez mais "datada" na nossa realidade digital. Mas logo surgem casos de pirataria de maiores proporções, consequentemente mais ameaçadores às gravadoras e distribuidoras... E então fica claro que a cultura do compartilhamento na internet e os limites da propriedade intelectual nunca foram tão atuais. A melhor parte é que o filme respeita muito as opiniões divergentes e dá espaço a vários casos, em diferentes países.
Ainda acho que em alguns exemplos recentes - como os mods feitos a partir de um game ou as samples recriadas através de uma música original - o assunto já perdeu muito de seu impacto e tem se tornado cada vez mais normal para nossa geração. Estamos aprendendo a absorver essa cultura da criatividade e compartilhamento, só não sabemos com que limite isso pode ser explorado e não definimos até onde tudo isso é legalmente aceitável. Essa é a verdadeira polêmica.
E esse cara aleatório do piano que fica conversando com a gente no começo e nas últimas cenas? hahaha
Uma observação para o final: o cara "remixando o remix" brasileiro foi a melhor forma de resumir o desenvolvimento e o conceito dessa cultura de compartilhamento. Como ele disse: "Pretty fun to cut stuff up"
É lindo ver que o final é metaforicamente uma amostra imprevista e fiel da cultura do ser humano que é representada perfeitamente pelo cortar e recortar da nossa geração. É também lindo de se ver a falta de feeling da indústria escrota que não entende o que está acontecendo, não entende como as coisas fluem, e que na verdade, estão pouco se lixando para o real Zeitgeist que há em tudo isso, querem só punir aqueles que estão minando suas piscinas de dinheiro.
Massa ver a criatividade de países menores como o Brasil e a Nigéria para se manter no mercado.