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Em 1816, o poeta Percy Sheller, visita seu amigo Lord Byron, também poeta, que vive auto-exilado na Suíça. Shelley leva consigo sua mulher Mary Godwin e a cunhada Claire. Byron incita os visitantes cultos a experimetarem a imaginação, estimulada por histórias de horror, a prática do amor livre e cultos que desafiam as amarras religiosas e os maiores temores de cada um. Gothic é um sedutor e fascinante estudo sobre a criação de dois grandes mitos da cultura popular: o vampiro e o Frankenstein.
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filme bem doido, a direção de arte é linda, mas a estória falta algo e também não consegui apreciar as atuações exageradas.
“Gothic” (1986), dirigido por Ken Russell, é um daqueles filmes que parecem prometer muito mais do que realmente entregam. A experiência é extremamente chata e cansativa, marcada por interpretações exageradamente teatrais e uma história que não prende o espectador, tornando difícil comprar a proposta do filme. Os personagens são mal desenvolvidos, distantes e sem qualquer traço de empatia — você simplesmente não se importa com o que acontece com eles.
Durante toda a projeção, o único sentimento que me acompanhou foi a torcida para que o filme terminasse logo. Curiosamente, o que mais me atraiu inicialmente foi o pôster, que é belíssimo e instigante. Porém, a criatura mostrada ali aparece brevemente, e essa curta cena acaba sendo a melhor parte do filme — o que já diz muito sobre o restante da obra.
No fundo, “Gothic” é só um amontoado de burgueses entediados fazendo “burguêsices”, tentando desafiar Deus e o diabo como se buscassem um sentido maior para a própria futilidade. É o típico, quem não tem problema precisa inventar problema pra ter tlgd? Nem mesmo a presença de dois bons e conhecidos atores, Julian Sands e Gabriel Byrne (tá a cara do Lóki dos anos 80) consegue salvar o filme do marasmo em que se afoga.
A obra tem menos de duas horas, mas a sensação é de que dura o triplo. Demorei quase três horas para conseguir terminar, tamanha a falta de ritmo e de interesse que ela desperta. É uma pena, porque a premissa tinha potencial e o visual prometia algo grandioso. No fim, “Gothic” acaba sendo só uma experiência exaustiva e esquecível, daquelas que você termina mais aliviado do que satisfeito.
Assistido em 08/11/2025
15.11.2004
27.04.2003
Filmaço!! O espectador aqui, na minha humilde opinião, deve ter tido um contato um pouco mais próximo da Mary Shelley e ter feito o minimo que é ter lido Frankenstein. Pois sabendo desse periodo da Mary e de seu marido na casa do Byron, a história ganha contornos surreais e maravilhosos. O que aconteceu nesse periodo, com essas mentes brilhantes e com o gênio absurdo que foi o da Mary Shelley e sua total inspiração para criar uma das maiores obras da história da literatura mundial, deve ter rolado muita coisa… mesmo que não daquela forma, mas na mente dela que inclusive perdeu 3 filhos da maneira muito precoce e no fim deu a luz a uma criatura. Seu marido pouco tempo depois morreu afogado. Eram tempos obscuros na europa não atoa, eles criaram um movimento literário tão denso e obscuro como o goticismo. O Ken Russell entendeu tudo. Filme espetacular.