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Data de lançamento
15 Set. 1995Duração
Um adolescente conhecido como Zero Cool é uma lenda entre os hackers, pois com apenas 11 anos ele inutilizou 1507 computadores em Wall Street, provocando um caos total no mundo das finanças. Por conta deste ato ele ficou proibido de mexer em um computador até chegar aos 18 anos, mas quando pode retorna aos computadores utilizando agora o codinome Crash Override. Até que se depara com um gigantesco plano que, além de tornar o autor muito rico, pode incriminá-lo. Assim, com a ajuda de seus companheiros, ele tenta salvar sua pele.
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Meio infantil e datadíssimo. Só dei três estrelas porque tocou Protection do Massive Attack. A trilha sonora aliás foi o que eu mais gostei.
Que estética!
Muito bom! Angelina Jolie com apenas 20 anos, no auge da beleza 😍 e também com a participação de Matthew Lillard (o eterno Salsicha de Scooby-Doo e o Stu de Pânico).
🎬 Hackers: Piratas de Computador (1995)
Lançado em 1995, com 1h45min de duração, Hackers é um retrato estilizado e quase psicodélico da cultura digital nascente, dirigido por Iain Softley. No elenco principal temos Jonny Lee Miller como Dade “Zero Cool” Murphy, o prodígio que aos 11 anos derrubou sistemas e se tornou uma lenda underground; Angelina Jolie como Kate “Acid Burn” Libby, em início de carreira, com uma presença magnética e a atitude rebelde do “tô nem aí”; Matthew Lillard como Cereal Killer, trazendo o alívio cômico caótico; além de Fisher Stevens como o vilão Eugene “The Plague” Belford e Lorraine Bracco como a agente que persegue os jovens hackers.
O filme mistura ficção científica, crime e comédia teen, com a estética neon típica dos anos 90 e um espírito que hoje flerta com o cult e o trash.
🧠 Enredo
A narrativa acompanha Dade tentando recomeçar sua vida após ser proibido de usar computadores durante a infância. Ao entrar em contato com a cena hacker de Nova York, ele se vê envolvido em uma conspiração: um especialista em segurança corporativa está desviando milhões e pretende culpar um grupo de jovens hackers pelo golpe. Para provar sua inocência, eles precisam fazer exatamente aquilo que o sistema mais teme — invadir, expor e jogar o jogo em escala global.
📖 Estória e atmosfera
Mais do que um thriller tecnológico, Hackers é uma cápsula do tempo. Ele traduz o momento em que a internet ainda era um território mítico, visualizado como túneis de dados em 3D, cidades digitais e interfaces impossíveis. Tudo é exagerado, colorido e ingênuo — e é justamente aí que mora seu charme.
Existe um tom quase juvenil, cômico e despretensioso, que transforma a jornada em algo leve e extremamente divertido, principalmente quando vemos ali o início de carreiras que depois dominariam Hollywood.
🎥 Produção
A produção abraça o artificial. Os figurinos, os cenários e a trilha techno criam um universo próprio, mais próximo de um videoclipe cyberpunk do que de um filme realista sobre tecnologia. É datado — e isso joga a favor da experiência.
🌈 Fotografia
A fotografia aposta em cores vibrantes, luz negra, contrastes fortes e uma estética que mistura clube noturno com laboratório digital. Visualmente, é um manifesto visual da cultura rave e hacker dos anos 90.
💻 Efeitos especiais
Os efeitos são simples para os padrões atuais, mas extremamente criativos para a época. A representação do ciberespaço como um ambiente físico é pura imaginação — e hoje funciona como elemento cult e nostálgico.
🎭 Atuações
Jonny Lee Miller segura bem o protagonismo com seu Dade dividido entre o mito e o jovem tentando se encontrar.
Angelina Jolie rouba a cena — carismática, confiante e já demonstrando o magnetismo que a transformaria em estrela mundial.
Matthew Lillard entrega energia e humor, sendo um dos personagens mais memoráveis.
🔗 Sequências
Hackers não possui continuações oficiais, mas se tornou um clássico cult e referência estética para produções sobre cultura digital.
🎞️ Filmes semelhantes
– Jogos de Guerra
– A Rede
– Matrix
– Tron - Uma Odisseia Eletrônica
⭐ Avaliação final – Vale a pena assistir?
Hackers não é um filme sobre tecnologia real — é um filme sobre como os anos 90 imaginavam o futuro digital. Divertido, estiloso, ingênuo e carismático, funciona como entretenimento e como registro histórico de uma geração que acreditava que mudar o mundo poderia começar com um teclado.
Ver Angelina Jolie aos 20 e poucos anos, com sua presença crua e rebelde, e acompanhar um elenco ainda no início da carreira torna tudo mais especial.
Mesmo com suas limitações narrativas, é um filme que diverte e conquista pelo espírito.
🏆 Pontuação geral
Nota: 6,0
Bem ruinzinho mesmo. Deve ter funcionado para o público juvenil dos anos 90, mas agora, 30 anos depois, nem como comédia vale a pena.