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Duração
O filme é composto por fotografias em preto-e-branco tiradas por Frampton durante suas primeiras explorações artísticas que são lentamente queimadas em um prato, enquanto a trilha sonora é composta por comentários pessoais acerca do conteúdo das imagens. Cada comentário/historia é dito exatamente antes da fotografia relacionada aparecer na tela, o que aumenta a experiência de interação entre "passado e futuro" para o espectador.
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Absolutamente perturbador! Apesar de já conhecer (e apreciar) o diretor, tive acesso a este filme por conta da recomendação de um amigo - na verdade, um antípoda psicológico-discursivo - e fiquei impressionado com o quanto o filme afetou-me e perturbou-se em sua lógica invertida do Mal de Alzheimer. Nem sempre consegui entender o que estava sendo narrado - pois o vi sem legendas e estava ao lado de minha mãe, que não parava de reagir ao filme, o que foi magistral! - mas fiquei estatelado quando finalmente percebi a dessincronia entre as imagens apresentadas e as descrições (narradas pelo mentor estrutural, Michael Snow - uau!). Depois disso, não teve como: fiquei arrebatado! Assustei-me terrivelmente com o grafismo das fotografias que se contorciam diante de nossos olhos, refutando terminantemente o título do filme, desfetichizando justamente aquilo que poderia sobreviver nostalgicamente. O filme agride a memória, justamente por desafiá-la a seguir um espaço-tempo distinto da linearidade à qual nos acomodamos. Fiquei tão desarmado pela proposta inaudita e vanguardista que, no "quem se importa?" do final, não consegui responder a mim mesmo se o ciclo demonstrativo mnemônico havia se fechado: isso importa, afinal? Pergunto de mim para mim, agora e adiante, bem como assim que a sessão terminou Fiz questão de agradecer ao amigo pela recomendação e de repassar emergencialmente este testemunho de ressignificação neuronal, anímica e sináptica. As relações pretendidas pelo diretor vão muito além das aparências captadas por uma câmera fotográfica ou condicionadas confortavelmente em nossas memórias afetivas: é um processo convertido em produto, é um desafio assumido como desfaio e desafiando-se inclusive enquanto desafio. Incrível: fui feliz ao sofrer tanto. Eu amo! <3 (WPC>)
imagem e memória. não há melhor combinação/confusão.