O que sabemos hoje sobre muitos músicos, atrizes e políticos famosos é devido ao célebre trabalho do fotógrafo Harry Benson. Ele capturou fotos vibrantes e íntimas da banda mais famosa na história: The Beatles. Sua extensa carteira cresceu para incluir fotos icônicas de Muhammad Ali, Michael Jackson e Dr. Martin Luther King. Seu trabalho amplo já apareceu em publicações como a Life, Vanity Fair e The New Yorker. Benson, hoje com 86 anos, ainda está tirando fotos e não tem intenção de parar.
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A melhor maneira de contar a história de um profissional que trabalha com fotografia é... a partir das imagens que capturou ao longo de sua vida, e esse documentário é praticamente uma exposição dos melhores trabalhos de Harry Benson, ainda vivo, ácido, bem humorado e cheio de disposição como comprova nos depoimentos cedidos. O que o documentário faz bem, mesmo com uma estrutura careta que não parece corresponder à personalidade do biografado, é justificar o sucesso dele em trazer aquelas deidades de Hollywood, da música ou mesmo da política ao nível de seres humanos normais, conferindo-lhes ares de trivialidade sem que elas perdessem o charme de serem quem eram. Também retrata os trabalhos "mais sérios" da carreira do fotógrafo sem deixar de criticar, às vezes com voracidade, as decisões que tingiram sua reputação, como ao retratar a reclusa Greta Garbo, quase como um paparazzi sedento faria, ou o luto de Ethel Kennedy após o atentado contra seu marido, o ex-senador e candidato a presidência Bob.