1979 Uma vila em Limburg, Holanda do Sul. Bart (Bram van Schie) de 13 anos de idade é um garoto sensível e religioso que quer fazer todas as boas obras que puder. Quando uma nova família de repente chega à aldeia, a vida diária de Bart é alterada drasticamente. Inesperadamente, Bart se apaixona pela filha de 16 anos de idade, sofisticada e altamente sedutora, Moniek. Apesar das probabilidades, o casal improvável começa um relacionamento em segredo. Daquele momento em diante, uma série de eventos perturbadores começam a atormentar Bart e seus pais.
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Marília Mendonça: Sentimento Louco
Que filme bonito, esses europeus sabem como construir nuances que vão do sexy a filosofia religiosa, passando por temas como primeiro amor, descoberta, e lidar com a morte, picardia adolescente, aquela coisa que o estadunidense já fez, mas aqui com aquela pegada mais crua e orgânica.
A principio nao tem como não se apaixonar pela incrível moniek, e daquelas belezas radiantes, feitas pela lindíssima atriz Ella, pirou os cabeções do carolinha Bart, tendo em seu inicio de filme algo meio Lollita com amor estranho amor e vai passando ate chegar em algo como a culpa e das estrelas...
Uma coisa que adorei foi os questionamentos religiosos, e aquela movimentação, dogmática do clero em algo santo, porem ate onde?? vai a fé, e o ser humano, pq essa fé acorrenta, as escrituras sao chicotes de manipulação, onde alguns homens desenham os designios de sua fé, e maios frase dita no filme, deus não é amor...Em fim, sao questões de fé e crença, que adoro filosofar sobre mas que são tabus e os holandeses o fazem de forma tão suave...
Engraçado e a cena da igreja construída por Bart pegando fogo, quem gosta de Black metal, ou historia do metal escandinavo vai ter um deja vu dessa cena...e associar..
Chorei horrores no fim.
Um bom filme sobre o despertar do primeiro amor de um adolescente e sobre a hipocrisia da religião que foi criada simplesmente pelo homem e não por Deus.