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Data de lançamento
8 Set. 2010Duração
Em um mosteiro encravado nas montanhas do Norte de África, na década de 1990, oito monges franceses vivem em harmonia com seus irmãos muçulmanos. Quando uma equipe de trabalhadores estrangeiros é massacrada por um grupo islâmico, o terror instaura-se na região.
- Ganhou o Grande Prêmio do Festival do Cannes em 2010.
- Ganhou o Prêmio do Júri Ecumênico no Festival de Cannes 2010.
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Filme baseado numa história real, mas com a utilização de diversos nomes de pessoas, lugares e acontecimentos fictícios.
Na Argélia dos anos 90 travou-se uma complexa guerra civil, na qual inicialmente rebeldes islâmicos protestavam contra a corrupção do exército e do governo pró-ocidente, e que após ser decretada a proibição da Frente Islâmica, com a prisão de vários de seus membros, iniciou-se uma guerra de milícias entre islâmicos e o exército e forças de segurança, até surgirem tratativas de paz, contra as quais se insurgiram dois grupos extremistas islâmicos, travando-se a partir daí um sangrento conflito entre os próprios islâmicos pela tomada do poder, com milhares de vítimas civis.
O filme conta o drama de um grupo de monges católicos de um mosteiro, que prestava serviço social e assistência médica numa pequena aldeia argelina, na qual conviviam em harmonia com os moradores de maioria muçulmanos, até que as ações das guerrilhas se intensificaram, espalhando o medo entre eles, e culminaram com o sequestro de 7 monges, feitos reféns para troca junto ao governo por prisioneiros rebeldes, o que não logrou êxito, daí o assassinato de todos eles ao final.
Não me pareceu satisfatória a escolha do título (“Dos Homens e dos Deuses”).
Embora grande parte da trama esteja centrada na coragem dos monges e na persistência pela fé, através de suas incansáveis reflexões e orações, o fato é que foram tomados por um conflito político (e não pela polêmica “guerra santa” islâmica), sendo que receberam advertências dos comunitários, dos rebeldes, do exército argelino e do consulado para deixarem o país para sua própria segurança. E seu sequestro e assassinato não se deu simplesmente por serem cristãos, e sim como peças de uma tentativa de negociação política.
Nota 7.
Primeiro que eu não fazia ideia que era baseado numa história real e por mais que esse tipo de narrativa seja algo que os nossos ouvidos estão habituados a ouvir, saber de personagens tão heroicos na vida real parece que eles são feitos de um material diferente do das pessoas normais.
A fotografia é linda, toda a montagem do filme é bem convincente e os personagens despertam raiva, compaixão tudo ao mesmo tempo.
Monges cristãos franceses em missão religiosa na Argélia, até se depararem com conflitos armados que os ameaçam. Com isso, vem a crise de fé e o dilema sobre cumprirem seus deveres ou sobreviverem. Um filme intimista e que denota fidelidade e propósito dos personagens. O ponto negativo é a lentidão da narrativa, com inúmeras cenas dos ritos religiosos que, assim como participar de uma missa, dá uma cansada.
Reconta a história com uma dose exata de mistério e drama.Perfeita escolha para concorrer o Oscar por Melhor Filme Estrangeiro.
-09 de Abril de 2022
-Dou nota 8/10
O filme em si é bem feitinho, com boas atuações, fotografia, montagem e tal. Mas querer passar a mensagem de que morrer pela religião é algo positivo, ainda que seja baseado em fatos reais, não é algo positivo. Nota 7,0.