Horas de Museu

2013

Museum Hours

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  • Ores mouseiou - Grécia
Dirigido por:
Média geral 3.9
baseado em 76 votos
Sua avaliação:
salvando
107 minutos

No seu primeiro longa de ficção, o americano Jem Cohen traz para a tela a influência de seus documentários e trabalhos em vídeo-arte, cujo foco é o homem e seu entorno estritamente urbano. “Horas de Museu” é uma surpresa tão inesperada, que poderemos até esquecer do seu hibridismo, tal a “gentileza” com a qual Cohen nos convida a participar de sua pequena e delicada história. Bobby Sommer (que ficou conhecido como promotor de shows de bandas famosas, entre os anos 60 e 70) é Johann, um guarda do Museu de História da Arte (o Kunsthistorisches), em Viena. Seu trabalho consiste em “vigiar” as pessoas que visitam o Museu, além de, já que o tempo lhe permite, tecer comentários sobre os visitantes e, também, sobre as obras ali expostas – com uma especial atenção ao trabalho do pintor flamengo Pieter Brueghel (1525-1569). Um dia ele se depara com Anne (Mary Margaret O”Hara), uma americana que está na cidade para visitar uma prima, que há muito não via e que está em coma num hospital. Sem muito dinheiro, Anne passa as horas no Museu até pedir informações a Johann e, a partir daí, ele demonstrar interesse em lhe ajudar e ser o seu guia por Viena. Entre o Museu e as obras, a cidade e as pessoas, o diretor tece um belo e misterioso comentário sobre a vida, a arte e os afetos sinceros. Com uma sutileza e sensibilidade rara, “Horas de Museu” nos pede aquilo que parece ser a “condição” primitiva do cinema: o olhar. Mas não um olhar qualquer. Há de ser atencioso, delicado e, tal como o filme, gentil. E olhar com atenção, parece nos avisar Jem Cohen, através de uma cena de fulgurações epifânicas, é como desnudar-se. Um belo e delicioso cinema.

Estreia Mundial:
6 de Setembro de 2013
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