Horas de Museu

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Horas de Museu (2013)
Museum Hours Outros títulos
Média do filme: 3.8 de 5 — baseado em 93 votos
MÉDIAFILMOW
3.8
93 Avaliações
Minha avaliação:
Salvando
Dirigido por Jem Cohen
Data de lançamento 6 Set. 2013 Outras datas
Duração 107 min (1h47)
Status Streaming

Dirigido por

Data de lançamento

6 Set. 2013

Duração

107 minutos
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Sinopse

No seu primeiro longa de ficção, o americano Jem Cohen traz para a tela a influência de seus documentários e trabalhos em vídeo-arte, cujo foco é o homem e seu entorno estritamente urbano. “Horas de Museu” é uma surpresa tão inesperada, que poderemos até esquecer do seu hibridismo, tal a “gentileza” com a qual Cohen nos convida a participar de sua pequena e delicada história. Bobby Sommer (que ficou conhecido como promotor de shows de bandas famosas, entre os anos 60 e 70) é Johann, um guarda do Museu de História da Arte (o Kunsthistorisches), em Viena. Seu trabalho consiste em “vigiar” as pessoas que visitam o Museu, além de, já que o tempo lhe permite, tecer comentários sobre os visitantes e, também, sobre as obras ali expostas – com uma especial atenção ao trabalho do pintor flamengo Pieter Brueghel (1525-1569). Um dia ele se depara com Anne (Mary Margaret O”Hara), uma americana que está na cidade para visitar uma prima, que há muito não via e que está em coma num hospital. Sem muito dinheiro, Anne passa as horas no Museu até pedir informações a Johann e, a partir daí, ele demonstrar interesse em lhe ajudar e ser o seu guia por Viena. Entre o Museu e as obras, a cidade e as pessoas, o diretor tece um belo e misterioso comentário sobre a vida, a arte e os afetos sinceros. Com uma sutileza e sensibilidade rara, “Horas de Museu” nos pede aquilo que parece ser a “condição” primitiva do cinema: o olhar. Mas não um olhar qualquer. Há de ser atencioso, delicado e, tal como o filme, gentil. E olhar com atenção, parece nos avisar Jem Cohen, através de uma cena de fulgurações epifânicas, é como desnudar-se. Um belo e delicioso cinema.

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Comentários 0
amigos querem ver
eliezerluga
Eliezer
½
9 meses atrás

Sinceramente se você não for amante de museus ou de Viena certamente o resultado não agradará até porque não há conteúdo fora disto. Uma ou outra aula de história acoplada a uma amizade meio capenga em filme um tanto desengonçado e esquisito.

mvsantanalves
MvSantanAlves
½
7 anos atrás

Meio parado em algumas transições, mas quando engrena te deixa completamente imerso na história.

lzed
Luiz Eduardo Kogut
9 anos atrás

Quem sabe um dos melhores filmes sobre amizade já feitos, já que ele extrapola tanto esse conceito. Na verdade, o modo que o filme trata a relação dos seus personagens e de si mesmo com o ambiente físico de Viena e do museu funciona justamente pra isso, ao meu ver. A nostalgia, a beleza, a realidade como arte, o passado e o presente, as tradições, as pessoas e o que foi e não foi: tudo parece o cerne da visão do filme em relação ao espaço e parece ser o mesmo que aproxima os dois personagens. Não é a toa que o desenvolvimento da "trama" é feito completamente em cima das visitas dos personagens a lugares da cidade ou de história contadas de um para o outro sobre locais e acontecimentos. Mas tudo isso só funciona porque o filme realmente sabe olhar para os seus espaços físicos de uma forma incrível, muitas vezes mergulhando fundo em seus conceitos (documentário sobre um local, a explicação no museu e o final, principalmente), mas sempre de uma maneira muito sóbria, contínua e cheia de interesse - que se resume bem naquele momento do filme em que os personagens discutem o quanto uma pintura parece que não tem muito a oferecer, que "veio do nada e acabará no nada" e que era fácil de observar, mas, se olhada atentamente, haviam muitos detalhes ocultados em suas sombras. E tudo acaba, por fim, remetendo a o que os planos finais do filme propõem, basicamente ensinando o telespectador a como ler e ver aquelas imagens e meio que apontando como o filme quer tratar tanto dos pequenos detalhes delas, mas também de tudo que as envolvem e dela como si mesma, a aproximando mais do que nunca da arte. Ali, ele se assume como um exibicionismo formal, mas que, ao mesmo tempo, quer ir muito além disso.

valcinema
Valdeci
10 anos atrás

É um filme. É uma aula. É cinema para quem não tem pressa.

vanessacoelho1272
Vanessa
½
11 anos atrás

Bastante interessante este filme-documentário, tendo como cenário, na maioria das vezes, o museu Kunsthistorisches. Bacana.

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½
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