Dirigido por
Data de lançamento
5 Março 2008Duração
As distintas trajetórias de dois irmãos e uma irmã de quarenta e poucos anos se chocam quando sua mãe — que preservava a obra de seu tio, o excepcional pintor do século 19 Paul Berthier — morre repentinamente. Os filhos são levados ao confronto de suas diferenças. Adrienne (Binoche), uma bem sucedida designer em Nova York; Frédéric (Charles Berling), economista e professor universitário em Paris; e Jérémie (Jérémie Renier), um dinâmico empresário que vive na China, são apresentados às texturas e lembranças do final da infância, às memórias partilhadas, criando uma visão única do futuro.
Sem anúncios
Aproveite o melhor do Filmow sem interrupções
Nesse filme você encontra irmãos, parentes e amigos amorosos lidando com suas diferenças da melhor maneira possível. Raríssmo de ser ver, pelo menos por aqui!! Rs..
A história parece simples, mas causa reflexões tão profundas sobre laços familiares, preservação da memória, desapego e amor à arte.
Bem interessante pra quem gosta desse tipo de filme.... eu no caso rs
O Howards End do Assayas.
Entendo que o filme seja divido em três partes, tendo
a partida da matriarca de uma família como fio condutor da história. Gosto de como o roteirista o desenvolve, designando funções centrais a diferentes personagens em cada uma dessas partes: de início tudo é basicamente autocentrado em Hélena, sendo os demais personagens alegorias para que ela manifeste os seus desejos, a sua força e a sua fragilidade; diante a sua morte, a história prossegue centrada no personagem de Charles Berling, desembocando por fim na neta, Sylvie, que detém a função de encerrar a narrativa. Por mais que em cada parte, determinado personagem detenha maior tempo de tela, o protagonismo é todo de Edith Scob. Mesmo diante da morte de sua personagem, ou seja, da representação física, ela permanece presente e ressoando em todos os demais personagens, de maneira mais forte nos filhos - que parecem seguir à risca suas orientações- e já de maneira mais fraca na neta- nesta, através de recordações e afeto. A dissonância da festa que abre o filme com a festa que fecha a história é coerente com o apagamento progressivo da existência de Hélena, que nunca mais será evocada em sua totalidade.
"Falei-lhe da minha morte. Há que pensar nisso. Têm as vidas deles, motivos de preocupações que não são os meus. Muitas coisas desaparecerão comigo: recordações, segredos, histórias que já não interessam a ninguém."
Refletir sobre a morte é inevitável. E evidencia que apesar da partida física de alguém, este permanece existindo enquanto existir a memória daqueles com quem conviveu.