Nana Peazant aguarda o nascimento da trineta que reincarnará um espírito ancestral para que dê continuidade a seu povo no local. Esta velha matriarca pagã também tenta dissuadir a família de imigrar para o Norte no encalço de um progresso ilusório.
Há muito tempo que esperava a oportunidade de ver este filmaço - e confirmou-se a minha expectativa. Depois de uma recomendação como "elo perdido" na edição da Cahiers du Cinéma do mês passado, obriguei-me a buscá-lo e amei as narrativas entremeadas, a fotografia deslumbrante, os figurinos utilizados de maneira mui expressiva, a trilha musical belíssima, as atuações vivazes... Que filme lindo e infelizmente subestimado! Na época, recebeu poucos prêmios (no circuito independente, geralmente), mas deveria ser reconhecido pelo Oscar e afins: a produção é refinadíssima e merecedora de todas as láureas possíveis. Poético, histórico, romântico, feminista, lindo! (WPC>)
"Eu sou a primeira e a última. Eu sou a honrada e a desprezada. Eu sou a prostituta e a santa. Eu sou a esposa e a virgem. Eu sou a estéril. E muitas são minhas filhas. Eu sou o silêncio que não consegue perceber. Eu sou a afirmação do meu nome."
"No que diz respeito a este lugar, nunca fomos mulheres imaculadas. No fundo, nós acreditamos que eles arruinaram nossas mães e as suas mães que vieram antes deles. E vivemos nossas vidas sempre esperando o pior porque sentimos que não merecemos nada melhor. No fundo acreditamos que nem mesmo Deus pode curar as feridas do nosso passado ou nos proteger do mundo que põe grilhões em nossos pés."
"O poder do homem não acaba após a morte. Só mudamos para outro lugar, um lugar onde vamos e observamos nossa família viver. Respeite seus anciões. Respeite sua família. Respeite seus antepassados."
A pequena obra-prima da cineasta Julie Dash mostra de forma poética e singular o desafio que é manter as tradições culturais africanas em solo americano.
A carga política que o filme carrega é bem evidenciada dentro de toda a trama,o primeiro filme feito por uma realizadora negra que foi lançado nos cinemas americanos. Só de assistir pensando nesse contexto,pude observar todos os elementos que cercam esse feito tão importante. O filme retrata uma realidade que doí,a falsa liberdade, o aprisionamento religioso, intelectual e social. Uma vida sem muito rumo e vivida pelo "outro", baseada no julgamento do "outro" de como o "outro" recebe o nosso "melhor" ou "pior" lado. Fotografia que realmente faz com que o telespectador mergulhe nas histórias contadas e recortadas. Um filme que vale ser visto e revisto!!
Há muito tempo que esperava a oportunidade de ver este filmaço - e confirmou-se a minha expectativa. Depois de uma recomendação como "elo perdido" na edição da Cahiers du Cinéma do mês passado, obriguei-me a buscá-lo e amei as narrativas entremeadas, a fotografia deslumbrante, os figurinos utilizados de maneira mui expressiva, a trilha musical belíssima, as atuações vivazes... Que filme lindo e infelizmente subestimado! Na época, recebeu poucos prêmios (no circuito independente, geralmente), mas deveria ser reconhecido pelo Oscar e afins: a produção é refinadíssima e merecedora de todas as láureas possíveis. Poético, histórico, romântico, feminista, lindo! (WPC>)
"Eu sou a primeira e a última. Eu sou a honrada e a desprezada. Eu sou a prostituta e a santa. Eu sou a esposa e a virgem. Eu sou a estéril. E muitas são minhas filhas. Eu sou o silêncio que não consegue perceber. Eu sou a afirmação do meu nome."
"No que diz respeito a este lugar, nunca fomos mulheres imaculadas. No fundo, nós acreditamos que eles arruinaram nossas mães e as suas mães que vieram antes deles. E vivemos nossas vidas sempre esperando o pior porque sentimos que não merecemos nada melhor. No fundo acreditamos que nem mesmo Deus pode curar as feridas do nosso passado ou nos proteger do mundo que põe grilhões em nossos pés."
"O poder do homem não acaba após a morte. Só mudamos para outro lugar, um lugar onde vamos e observamos nossa família viver. Respeite seus anciões. Respeite sua família. Respeite seus antepassados."
A pequena obra-prima da cineasta Julie Dash mostra de forma poética e singular o desafio que é manter as tradições culturais africanas em solo americano.
A carga política que o filme carrega é bem evidenciada dentro de toda a trama,o primeiro filme feito por uma realizadora negra que foi lançado nos cinemas americanos. Só de assistir pensando nesse contexto,pude observar todos os elementos que cercam esse feito tão importante. O filme retrata uma realidade que doí,a falsa liberdade, o aprisionamento religioso, intelectual e social. Uma vida sem muito rumo e vivida pelo "outro", baseada no julgamento do "outro" de como o "outro" recebe o nosso "melhor" ou "pior" lado. Fotografia que realmente faz com que o telespectador mergulhe nas histórias contadas e recortadas. Um filme que vale ser visto e revisto!!