Os mistérios de uma lenda na ilha de Santa de Catarina, onde a herança herdada da colonização açoriana leva a população a render cultos às bruxas. Outro grande sucesso da TV Manchete
Engraçado que quando criança assisti essa minissérie na TV Manchete e tinha um puta medo das aparições das bruxas, mas o tempo passou e a lembrança foi ficando vaga, a única coisa que gravará na mente era a cena de uma mulher montando em cima de um homem em uma noite em frente a uma casa de campo. Anos depois me deparei sem querer com essa minissérie na internet e finalmente consegui encontrar a tão temida cena novamente (como era muito moleque na época da exibição não conseguia lembrar nem do nome da produção).
Muito interessante essa obra da extinta TV Manchete, um enredo curioso e pouco usual na época, a lenda das bruxas da Ilha de Santa Catarina foi bem desenvolvida na obra, as atuações são boas (principalmente de Míriam Pires, no qual sua personagem é sinistra), a trilha sonora com gemidos e cantos macabros são bacanas e o fato das cenas terem sido gravadas em ambientes reais deram uma cara única a minissérie.
A Manchete inovou na história da teledramaturgia na época em que atuou no mercado, uma das apostas diferentes foi a minissérie "Ilha das Bruxas", do autor Paulo Figueiredo, que foi ao ar em março de 1991. Gravações externas foram o ponto alto da produção, a Ilha de Santa Catarina (Florianópolis) era a grande sustentação das belas fotografias. Para a composição do contexto da história, a equipe de arte construiu minuciosamente um vilarejo da época de 1910. Os açorianos foram um dos povos que ajudaram a colonizar Florianópolis, esse fato histórico desencadeou a inspiração para a formulação do figurino, que foi desenvolvida a partir de ideias sobre as roupas usadas em Açores antigamente. A produção trouxe uma trilha sonora fora dos padrões comerciais, não haviam canções cantadas, mas apenas instrumentais com algumas passagens de voz que vinham com gemidos e pouquíssimos cantos, isso era necessário para a sustentação do clima da história. Esta e outras produções da Manchete trazem uma reflexão, sobre a falta de histórias interessantes e singulares dentro da teledramaturgia atualmente, o canal Bloch trazia sempre inovação para sua programação, dando liberdade artística aos seus autores.
Série muito boa.
Que falta faz a TV Manchete.
no youtube
infância e saudades!
Engraçado que quando criança assisti essa minissérie na TV Manchete e tinha um puta medo das aparições das bruxas, mas o tempo passou e a lembrança foi ficando vaga, a única coisa que gravará na mente era a cena de uma mulher montando em cima de um homem em uma noite em frente a uma casa de campo. Anos depois me deparei sem querer com essa minissérie na internet e finalmente consegui encontrar a tão temida cena novamente (como era muito moleque na época da exibição não conseguia lembrar nem do nome da produção).
Muito interessante essa obra da extinta TV Manchete, um enredo curioso e pouco usual na época, a lenda das bruxas da Ilha de Santa Catarina foi bem desenvolvida na obra, as atuações são boas (principalmente de Míriam Pires, no qual sua personagem é sinistra), a trilha sonora com gemidos e cantos macabros são bacanas e o fato das cenas terem sido gravadas em ambientes reais deram uma cara única a minissérie.
Bons tempos de TV Manchete, que não voltam mais.
A Manchete inovou na história da teledramaturgia na época em que atuou no mercado, uma das apostas diferentes foi a minissérie "Ilha das Bruxas", do autor Paulo Figueiredo, que foi ao ar em março de 1991. Gravações externas foram o ponto alto da produção, a Ilha de Santa Catarina (Florianópolis) era a grande sustentação das belas fotografias. Para a composição do contexto da história, a equipe de arte construiu minuciosamente um vilarejo da época de 1910. Os açorianos foram um dos povos que ajudaram a colonizar Florianópolis, esse fato histórico desencadeou a inspiração para a formulação do figurino, que foi desenvolvida a partir de ideias sobre as roupas usadas em Açores antigamente. A produção trouxe uma trilha sonora fora dos padrões comerciais, não haviam canções cantadas, mas apenas instrumentais com algumas passagens de voz que vinham com gemidos e pouquíssimos cantos, isso era necessário para a sustentação do clima da história. Esta e outras produções da Manchete trazem uma reflexão, sobre a falta de histórias interessantes e singulares dentro da teledramaturgia atualmente, o canal Bloch trazia sempre inovação para sua programação, dando liberdade artística aos seus autores.