Imparável, a estreia de William Goldenberg na direção, é daqueles filmes que você já sabe exatamente onde vai chegar nos primeiros dez minutos. E sabe de uma coisa? Tudo bem. Nem todo filme precisa reinventar a roda, especialmente quando a história real por trás dele é genuinamente inspiradora. O filme conta a trajetória de Anthony Robles, um garoto negro que nasceu com uma perna só e decidiu que ia ser lutador de wrestling. Sim, você leu certo. E não, não é aquele wrestling fake da TV, é o wrestling de verdade, olímpico, onde você precisa derrubar pessoas que têm duas pernas funcionais enquanto você tem que compensar com o dobro de força no core. A audácia, a coragem. Jharrel Jerome entrega tudo como Anthony. O cara literalmente treinou wrestling para o papel e faz as cenas de luta com uma intensidade que te deixa esgotado só de assistir. Ele consegue trazer aquela vulnerabilidade de quem está constantemente provando seu valor sem cair no melodrama piegas. É uma performance sólida que te faz torcer por ele mesmo quando você já sabe que ele vai vencer no final, porque, bem, é isso que esses filmes fazem. Mas quem rouba a cena mesmo é Jennifer Lopez. Sim, a JLo. Ela interpreta Judy, a mãe de Anthony que está presa num relacionamento abusivo com um padrasto tóxico vivido por Bobby Cannavale. E olha, ela está ATUANDO de verdade aqui. Nada daquela energia de “I’m still Jenny from the block” - ela traz uma fragilidade e uma força simultâneas que funcionam demais. É o tipo de papel que te faz lembrar que ela pode atuar quando tem material bom nas mãos. O grande problema de “Imparável” é que ele não ousa sair do manual dos filmes de superação esportiva. Tem o técnico durão que vira mentor, tem o rival arrogante, tem a cena do treino montagem, tem o discurso motivacional antes da luta final. Se você já viu Coach Carter, Menina de Ouro ou qualquer outro filme do gênero, você conhece essa estrutura de cor. Goldenberg, vindo da edição, sabe como fazer tudo fluir bem, mas não arrisca muito além disso. O que salva o filme de ser apenas mais um é justamente o foco na dinâmica familiar e no abuso doméstico. A relação entre Judy e Rick é tratada com uma seriedade necessária, mostrando como mulheres ficam presas em ciclos de violência, especialmente quando há questões financeiras envolvidas. É pesado, é real, e adiciona uma camada de complexidade que vai além do “garoto supera deficiência física”. Também é importante destacar que o filme coloca um atleta negro com deficiência no centro da narrativa sem transformá-lo em “coitadinho inspirador”. Anthony é mostrado como alguém determinado, às vezes teimoso, que acontece de ter uma perna só. Sua deficiência é parte da história, mas não É a história. E isso é refrescante. As cenas de luta são bem filmadas, viscerais, te fazem sentir cada queda, cada torção. Goldenberg sabe como construir tensão através da montagem, e isso fica evidente nas sequências esportivas. Você sente o suor, o cansaço, a dor. É quase catártico. No fim das contas, Imparável é aquele filme que você assiste num domingo à tarde, chora um pouquinho, se sente motivado por vinte minutos e depois volta para a realidade. Não é revolucionário, não vai ganhar Oscar de melhor filme, mas cumpre o que promete: te emociona, te inspira e te faz acreditar que dá para superar qualquer obstáculo. Mesmo que a gente saiba que a vida real é bem mais complicada que isso. É entretenimento competente com coração no lugar certo. E às vezes é só isso que a gente precisa.
Não me conquistou, esperava algo melhor.
Imparável, a estreia de William Goldenberg na direção, é daqueles filmes que você já sabe exatamente onde vai chegar nos primeiros dez minutos. E sabe de uma coisa? Tudo bem. Nem todo filme precisa reinventar a roda, especialmente quando a história real por trás dele é genuinamente inspiradora.
O filme conta a trajetória de Anthony Robles, um garoto negro que nasceu com uma perna só e decidiu que ia ser lutador de wrestling. Sim, você leu certo. E não, não é aquele wrestling fake da TV, é o wrestling de verdade, olímpico, onde você precisa derrubar pessoas que têm duas pernas funcionais enquanto você tem que compensar com o dobro de força no core. A audácia, a coragem.
Jharrel Jerome entrega tudo como Anthony. O cara literalmente treinou wrestling para o papel e faz as cenas de luta com uma intensidade que te deixa esgotado só de assistir. Ele consegue trazer aquela vulnerabilidade de quem está constantemente provando seu valor sem cair no melodrama piegas. É uma performance sólida que te faz torcer por ele mesmo quando você já sabe que ele vai vencer no final, porque, bem, é isso que esses filmes fazem.
Mas quem rouba a cena mesmo é Jennifer Lopez. Sim, a JLo. Ela interpreta Judy, a mãe de Anthony que está presa num relacionamento abusivo com um padrasto tóxico vivido por Bobby Cannavale. E olha, ela está ATUANDO de verdade aqui. Nada daquela energia de “I’m still Jenny from the block” - ela traz uma fragilidade e uma força simultâneas que funcionam demais. É o tipo de papel que te faz lembrar que ela pode atuar quando tem material bom nas mãos.
O grande problema de “Imparável” é que ele não ousa sair do manual dos filmes de superação esportiva. Tem o técnico durão que vira mentor, tem o rival arrogante, tem a cena do treino montagem, tem o discurso motivacional antes da luta final. Se você já viu Coach Carter, Menina de Ouro ou qualquer outro filme do gênero, você conhece essa estrutura de cor. Goldenberg, vindo da edição, sabe como fazer tudo fluir bem, mas não arrisca muito além disso.
O que salva o filme de ser apenas mais um é justamente o foco na dinâmica familiar e no abuso doméstico. A relação entre Judy e Rick é tratada com uma seriedade necessária, mostrando como mulheres ficam presas em ciclos de violência, especialmente quando há questões financeiras envolvidas. É pesado, é real, e adiciona uma camada de complexidade que vai além do “garoto supera deficiência física”.
Também é importante destacar que o filme coloca um atleta negro com deficiência no centro da narrativa sem transformá-lo em “coitadinho inspirador”. Anthony é mostrado como alguém determinado, às vezes teimoso, que acontece de ter uma perna só. Sua deficiência é parte da história, mas não É a história. E isso é refrescante.
As cenas de luta são bem filmadas, viscerais, te fazem sentir cada queda, cada torção. Goldenberg sabe como construir tensão através da montagem, e isso fica evidente nas sequências esportivas. Você sente o suor, o cansaço, a dor. É quase catártico.
No fim das contas, Imparável é aquele filme que você assiste num domingo à tarde, chora um pouquinho, se sente motivado por vinte minutos e depois volta para a realidade. Não é revolucionário, não vai ganhar Oscar de melhor filme, mas cumpre o que promete: te emociona, te inspira e te faz acreditar que dá para superar qualquer obstáculo. Mesmo que a gente saiba que a vida real é bem mais complicada que isso.
É entretenimento competente com coração no lugar certo. E às vezes é só isso que a gente precisa.
Um filme muito bom sobre superação! 22/07/25.
Filmaço
Por ser baseado em fatos reais, acabou me prendendo. A história é inspiradora, mas senti que faltou algo, o filme poderia ter sido executado melhor.