No emocionante filme de estreia de Alessandra Lacorazza, In The Summers, acompanhamos Violeta e Eva, irmãs que vivem na Califórnia com a mãe e que, todo verão, viajam para Las Cruces, Novo México, para passar um tempo com o pai, Vicente. Vicente é uma figura amorosa, porém volátil, cuja personalidade complexa desafia e ao mesmo tempo aproxima as irmãs. Ao longo de quatro verões, que abrangem desde a adolescência até o início da vida adulta, Violeta e Eva vivenciam as nuances do relacionamento com o pai, descobrindo suas falhas e qualidades com uma nova perspectiva. À medida que crescem, os amores de verão vêm e vão, o cenário do quintal se altera, mas a busca por uma ideia de lar continua desafiadora e indefinida. O filme é um retrato sensível da transição para a vida adulta, abordando as dificuldades de se encontrar um lugar em famílias fragmentadas e identidades em construção.
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Gosto muito desses filmes, de gente simples, ali do lado mais "tropical" dos Estados Unidos , e essa mescla de arduidades, com conflitos familiares, processo de amadurecimento, um pai complicado, sexualidade, numa narrativa agridoce, cheia de detalhes, e com um trio de personagens complexos, fez o filminho virar um filmão, meio que me lembrou Projeto Flórida, Nós OS Animais, Anos 90, Aftersun... esse tipo de filme sempre me agrada.
Não é um filme ruim, pra uma diretora estreante achei até bem dirigido, até um tanto bonito em alguns takes como o com as duas irmãs banhadas pelo por do sol no final, tem uma trilha sonora simpática, boa fotografia, edição ok, atuações ok, tá tudo ali fazendo o feijão com arroz direitinho, mas o filme sai do nada e vai pra lugar nenhum, você tem essas irmãs indo e vindo na vida de um pai disfuncional e a dinâmica é a mesma, elas vêm pra ficar um tempo com ele, merdas acontecem e elas voltam e segue esse ciclo, faltou desenvolvimento pra todo mundo sendo que é um filme que se foca só em três personagens, você não vê mais nuances dessas pessoas, elas não tem nada de interessante. Você vê isso e pergunta e aí? Pra onde isso vai?
Eu sei que o filme tem essa abordagem intimista de mostrar pessoas banais tocando as suas vidas apesar das adversidades, mas tem filmes que fazem isso muito melhor como Dias perfeitos só pra citar um exemplo recente, faltou ser mais evocativo e fazer mais com esse menos da premissa, mas ficou só o menos pelo menos mesmo, como eu disse não é um filme ruim, só é qualquer coisa mesmo.
PS: Fui ver esse filme por conta da Sasha Calle, muita gente disse que ela atuou mal em The Flash fazendo a Supergirl, mas eu vi que a culpa realmente é da direção fraquissima do Andy Muschietti que não soube conduzir a personagem, nesse filme a Sasha tá atuando bem, nada de outro mundo, mas bem, é uma pena a sacanagem que fizeram com ela, no vídeo em que falam que ela conseguiu o papel ela tava tão feliz e emocionada, tudo pra ser sabotada em um filme horrível como aquele, que ela consiga mais oportunidades no futuro.