Documentário que registra as impressões de Roberto Rossellini sobre a Índia e sua emergência social. Acompanhamos a jornada de um motorista de elefantes que quer se casar, depois, um homem que trabalhou muitos anos em Irakud e que deseja abandonar a vila. Acompanhamos também um velho que salva a vida de um tigre, e finalmente, um macaco que se encontra sozinho no deserto após a morte de seu dono.
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Mezzo documentário, mezzo ficção, o filme revela o olhar peculiar de Rossellini sobre um dos países mais fascinantes do mundo. As imagens obtidas, ainda que desbotadas pelo tempo, são preciosas.
Rossellini nos traz nesse documentário uma obra sensível e ampla, sobre diversos aspectos da Índia de 59, ao intercalar: narrações informativas, belas cenas contemplativas e as narrações íntimas de seus personagens.
Anexando a ficção ao seu longa, podemos ter uma visão mais profunda sobre a população indiana, logo que o filme se aproveita de 4 personagens de vidas distintas, para fazê - los refletir sobre as mais variadas questões, como: os conflitos do homem tecnológico contra a natureza, a vida privada do homem trabalhador, a coexistência animal e humana, a exploração trabalhista etc.
Entretanto, apesar de termos um trabalho engenhoso e definitivamente sábio, a cada narração intimista de seus protagonistas orientais, que é falado em italiano, me pergunto se realmente um ocidental consegue expressar tais reflexões do âmago de um povo que não pertence.
Me senti na Índia. Adorei ver detalhadamente a cultura desse país fantástico .
A produção é tão vasta e ambiciosa que, em um e outro ponto, o ritmo periga declinar. Mas o diretor contorna a sua ambição de maneira genial, deixando a realidade surgir, multiplamente, frente a nossos olhos, ouvidos e espírito. Não obstante ser creditado como documentário (e é inequívoco que isso seja), ele é tão respeitoso às convenções do gênero quanto o é o magnífico EU, UM NEGRO, do Jean Rouch, por exemplo: o que importa ao diretor é o cotidiano, a fraternidade indiana, a sutileza das relações inter-individuais, a simbiose com a natureza... Os episódios do elefante, do tigre e do macaco são soberbos! Uma obra-prima, indubitavelmente! (WPC>)
Um documentário épico em seu conteúdo, o filme retrata precisamente um fragmento da cultura, vida e geografia em um país exótico, a Índia, captada minuciosamente pela câmera de Rosselini.