Uma escritora de alimentos que mentiu sobre ser a dona de casa perfeita deve tentar cobrir seu engano quando seu chefe e um herói de guerra retornando convidar-se a sua casa para uma família tradicional de Natal.
"Christmas in Connecticut" é uma comédia excêntrica deliciosamente divertida sobre identidade equivocada, e tem um viés conservador devido ao "zeitgeist": foi feito em 1945, no final da Segunda Guerra Mundial, quando os homens estavam voltando para casa e as mulheres mandadas de volta para a cozinha.
Para entrar no clima de Natal, a clássica comédia romântica “Indiscrição” (1945) cai como uma luva para os cinéfilos de plantão. É um filme charmoso, engraçado, na verdade uma farsa dentro de um modelo pré-fabricado de sitcom americana, protagonizado pela adorável Barbara Stanwyck, que tinha uma energia incrível em cena e foi uma grande estrela - na época ela já acumulava três indicações ao Oscar. Lançado poucos meses antes do término da Segunda Guerra Mundial, o filme tem elementos do cinema de guerra, comuns em longas de qualquer gênero daquela época nos Estados Unidos (o personagem do ator Dennis Morgan, o par romântico da protagonista, por exemplo, é um soldado sobrevivente que acaba de ser liberado para casa). Há muitas confusões próprias do farsesco, pitadas de romance e pequenas reviravoltas até o final feliz, tudo encenado por um elenco notável, com coadjuvantes famosos como Sydney Greenstreet, Una O'Connor e S.Z. Sakall. As músicas natalinas que tocam colaboram para que o público absorva o clima de festividade. Alegre e descompromissado, tem direção de Peter Godfrey, que foi ator e dirigiria Barbara novamente em ‘Mansão da loucura’ (1947). Lançado no box “Comédias clássicas”, pela Obras-primas do Cinema, juntamente com os filmes “Irene, a teimosa” (1936), “Os pecados de Theodora” (1936) e “O diabo e a mulher” (1941). OBS: O filme ganhou um remake, o telefilme “Um natal em Connecticut” (1992), dirigido por Arnold Schwarzenegger, com Dyan Cannon, Kris Kristofferson e Tony Curtis.
Uma surpreendente comédia romântica, onde Barbara Stanwyck mostra sua versatilidade e ótimo timing cômico. Merecido sucesso de bilheteria, faz rir sem esforço.
Filme que se passa no Natal e um dos clássicos da comédia. Barbara Stanwyck, maravilhosa e divina como sempre, aqui, usando figurinos assinados por Edith Head, vive uma colunista de revista, que passa para as pessoas, uma ideia de ser uma mulher bem sucedida: dona de casa, casada, com filhos e excelente cozinheira. No fundo, a colunista não é nada daquilo: é solteira, vive em um minúsculo apartamento é pobre e não sabe cozinhar nada. A situação aperta, quando lhe é imposto que um soldado passe o Natal com ela, afim de experimentar suas comidas. O cerco se fecha mais ainda, quando o dono da editora, que não sabe da farsa, decide ir também passar o Natal com a "culinarista". É um filme que mostra que naquela época, uma mulher considerada "bem sucedida", era uma mulher domesticada pela sociedade e pelos homens. E o filme brinca com isso, já que a protagonista era considerada sucedida, através de uma imagem que ela não era. Mostra também como muitas mulheres se casavam por imposição, carência e até mesmo por "gratidão". A protagonista, vive uma relação confusa com um homem que sempre a está protegendo de suas trapalhadas, mas que de certa forma lhe exige um casamento. Todas às vezes que eles tentam se casar, algo errado acontece. Quando ela conhece o soldado, ela se apaixona, mas entra em conflito em manter a farsa ou jogar tudo pro alto e ser feliz.
"Christmas in Connecticut" é uma comédia excêntrica deliciosamente divertida sobre identidade equivocada, e tem um viés conservador devido ao "zeitgeist": foi feito em 1945, no final da Segunda Guerra Mundial, quando os homens estavam voltando para casa e as mulheres mandadas de volta para a cozinha.
Para entrar no clima de Natal, a clássica comédia romântica “Indiscrição” (1945) cai como uma luva para os cinéfilos de plantão. É um filme charmoso, engraçado, na verdade uma farsa dentro de um modelo pré-fabricado de sitcom americana, protagonizado pela adorável Barbara Stanwyck, que tinha uma energia incrível em cena e foi uma grande estrela - na época ela já acumulava três indicações ao Oscar.
Lançado poucos meses antes do término da Segunda Guerra Mundial, o filme tem elementos do cinema de guerra, comuns em longas de qualquer gênero daquela época nos Estados Unidos (o personagem do ator Dennis Morgan, o par romântico da protagonista, por exemplo, é um soldado sobrevivente que acaba de ser liberado para casa). Há muitas confusões próprias do farsesco, pitadas de romance e pequenas reviravoltas até o final feliz, tudo encenado por um elenco notável, com coadjuvantes famosos como Sydney Greenstreet, Una O'Connor e S.Z. Sakall. As músicas natalinas que tocam colaboram para que o público absorva o clima de festividade. Alegre e descompromissado, tem direção de Peter Godfrey, que foi ator e dirigiria Barbara novamente em ‘Mansão da loucura’ (1947).
Lançado no box “Comédias clássicas”, pela Obras-primas do Cinema, juntamente com os filmes “Irene, a teimosa” (1936), “Os pecados de Theodora” (1936) e “O diabo e a mulher” (1941). OBS: O filme ganhou um remake, o telefilme “Um natal em Connecticut” (1992), dirigido por Arnold Schwarzenegger, com Dyan Cannon, Kris Kristofferson e Tony Curtis.
POR FELIPE BRIDA - Blog Cinema na Web
Gostei do filme, mas é impossível de entender o que o tal Felix fala, não é inglês com certeza.
Uma surpreendente comédia romântica, onde Barbara Stanwyck mostra sua versatilidade e ótimo timing cômico. Merecido sucesso de bilheteria, faz rir sem esforço.
Filme que se passa no Natal e um dos clássicos da comédia. Barbara Stanwyck, maravilhosa e divina como sempre, aqui, usando figurinos assinados por Edith Head, vive uma colunista de revista, que passa para as pessoas, uma ideia de ser uma mulher bem sucedida: dona de casa, casada, com filhos e excelente cozinheira. No fundo, a colunista não é nada daquilo: é solteira, vive em um minúsculo apartamento é pobre e não sabe cozinhar nada. A situação aperta, quando lhe é imposto que um soldado passe o Natal com ela, afim de experimentar suas comidas. O cerco se fecha mais ainda, quando o dono da editora, que não sabe da farsa, decide ir também passar o Natal com a "culinarista". É um filme que mostra que naquela época, uma mulher considerada "bem sucedida", era uma mulher domesticada pela sociedade e pelos homens. E o filme brinca com isso, já que a protagonista era considerada sucedida, através de uma imagem que ela não era. Mostra também como muitas mulheres se casavam por imposição, carência e até mesmo por "gratidão". A protagonista, vive uma relação confusa com um homem que sempre a está protegendo de suas trapalhadas, mas que de certa forma lhe exige um casamento. Todas às vezes que eles tentam se casar, algo errado acontece. Quando ela conhece o soldado, ela se apaixona, mas entra em conflito em manter a farsa ou jogar tudo pro alto e ser feliz.