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A jovem Soo-Ha trabalha em uma pousada na cidade costeira de Sokcho coberta de neve. Ela vive entre a peixaria da mãe e o namorado, até que a chegada de um artista francês a leva a questionar sua identidade. Com o passar do inverno, os dois estabelecem uma ligação tácita através da arte e da comida.
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Beleza nos detalhes. No ordinário
Aquela sensação de quase chegou lá.
Muito lindo e delicado. Fala sobre solidão, introspecção, identidade e como essas questões e a arte conversam, principalmente no encontro do eu com o outro. Gostei bastante.
Fotografia bonita, o filme é daqueles em que nada de demais acontece, mas ao mesmo tempo acontece muita coisa nele e principalmente dentro de cada personagem.
Nao é um filme cativante, os personagens nao sao carismaticos, mas a obra tem uma profundidade muito grande nos detalhes e uma das coisas que eu considero um filme bom é sobre ter personalidade, e esse filme tem!
Segue a sua própria fórmula e só isso ja é bem interessante.
Primeiro filme que vi no mubi.
Paisagens invernais sempre me atraíram - e, no sempre exacerbado e escaldante verão de minha cidade (!), confesso sentir certa "inveja" daqueles que habitam regiões mais frias! Dito isso, a competente produção fílmica (em que se configura 'Winter in Sokcho') entrega à sua audiência bem mais que um "prazeroso" ambiente frio e acolhedor. A complexidade dos três personagens principais (o "turista" francês, a bela jovem e sua sempre protetora progenitora), entre traumas, verdades escondidas, voluntária solidão e uma "estranha" ausência de ambição na mocidade... conquistou-me durante toda a execução da obra. Além disso, a singeleza das interações me faz imaginar que, ao menos em parte da Ásia, a dinâmica existencial ainda não foi - plena ou majotitariamente - "ceifada" pela celeridade e desconexão impessoal (tão presente nas relações contemporâneas do Ocidente). Se não é uma proposta de dinâmica ágil e repleta de eventos, entretanto esse sensível filme do realizador Koya Kamura nos favorece - ao ofertar uma trama ficcional que mergulha, principalmente, nas consequências dos impactos que eventos e escolhas passadas produzem na vida presente dos indivíduos. Vale conferir!
Em tempo, sublinho que desconfiei que o personagem do ator Roschdy Zem fosse o "perdido" pai da jovem e belíssima Soo-Ha (o que não se mostrou real na trama); ademais, vibrei com o exemplar comportamento e cavalheirismo do visitante francês - que, mesmo diante de uma jovem beleza feminil, não se permitiu oportunizar da fragilidade da moça em favor de qualquer mundano e passageiro intento genésico. Extraordinário e invejável comportamento!