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Andre Luiz
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Nenhum filme favorito.

Últimas opiniões enviadas

Andre Luiz
½
8 meses atrás

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Uma produção fílmica "de curta duração", mas com elementos em seu enredo complexos e conflitantes (principalmente, nas relações sociais e interações - íntimas e pessoais - dos tempos atuais). O casal de "locatários" temporários, a meu ver: "espaçosos" (levando a crise de seu "consórcio" para a residência do solitário "locador"... e ainda ingerindo álcool de forma desmedida... além de convidar uma antiga colega de estudos, pouco urbana e indelicada... enfim, um pesadelo!), problemáticos e (já de época pretérita) emocionalmente desgastados (insistindo em uma relação decadente e tóxica). Confesso que o tom intimista e claustrofóbico da proposta me agradou: "...será que o personagem Adam vai 'enlouquecer', como o personagem de Roman Polansky (em O Inquilino, de 1976)?!... e mesmo avançar febrilmente em face aos seus inconvenientes 'hóspedes'?...". Mas o que consegui perceber foi, indubitavelmente, um apelo dramático em favor da abordagem das disfuncionais relações contemporâneas... do cada vez maior isolamento urbano... da solidão das pessoas no presente século (individual ou mesmo "compartilhada", como exemplo do problemático casal)... e até mesmo os desinteressantes empregos disponíveis (que provocam um desestimulante "hiato histórico" nas ofertas de trabalho às novas gerações)! Enfim, um filme relativamente simples - mas profundamente provocador (se posteriormente debatido). Em tempo: fico na torcida para que a personagem Tessa "dê uma chance" para o introvertido Adam - ou, ao menos, abandone seu incômodo atual parceiro (e que a personagem Lizzy "desencane" definitivamente do passado... e se "reinvente", ao menos romanticamente!). Assistido em: 12 de janeiro de 2026, segunda-feira.

Andre Luiz
½
8 meses atrás

Paisagens invernais sempre me atraíram - e, no sempre exacerbado e escaldante verão de minha cidade (!), confesso sentir certa "inveja" daqueles que habitam regiões mais frias! Dito isso, a competente produção fílmica (em que se configura 'Winter in Sokcho') entrega à sua audiência bem mais que um "prazeroso" ambiente frio e acolhedor. A complexidade dos três personagens principais (o "turista" francês, a bela jovem e sua sempre protetora progenitora), entre traumas, verdades escondidas, voluntária solidão e uma "estranha" ausência de ambição na mocidade... conquistou-me durante toda a execução da obra. Além disso, a singeleza das interações me faz imaginar que, ao menos em parte da Ásia, a dinâmica existencial ainda não foi - plena ou majotitariamente - "ceifada" pela celeridade e desconexão impessoal (tão presente nas relações contemporâneas do Ocidente). Se não é uma proposta de dinâmica ágil e repleta de eventos, entretanto esse sensível filme do realizador Koya Kamura nos favorece - ao ofertar uma trama ficcional que mergulha, principalmente, nas consequências dos impactos que eventos e escolhas passadas produzem na vida presente dos indivíduos. Vale conferir!

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Em tempo, sublinho que desconfiei que o personagem do ator Roschdy Zem fosse o "perdido" pai da jovem e belíssima Soo-Ha (o que não se mostrou real na trama); ademais, vibrei com o exemplar comportamento e cavalheirismo do visitante francês - que, mesmo diante de uma jovem beleza feminil, não se permitiu oportunizar da fragilidade da moça em favor de qualquer mundano e passageiro intento genésico. Extraordinário e invejável comportamento!

Andre Luiz
8 meses atrás

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Apreciei deveras esta excelente produção cinematográfica (da talentosa Kurdwin Ayub): suspense, "choques culturais", a independência feminina (no mundo ocidental), as tristes "amarras" opressoras em muitas das regiões onde a sociedade muçulmana se estabeleceu... entre outros temas importantes. Nesta produção fílmica, nos sensibiliza a existência limitada, vigiada e submissa que o grupo de irmãs vivencia, rotineiramente. A entrada da personagem Sarah (que, a princípio, parece externar uma certa repulsa pelos hábitos "mimados" de comportamento das jovens herdeiras muçulmanas), no final nos cria certa "esperança" - em ser a treinadora, uma espécie de "salvadora" em favor de suas alunas. Tragicamente, somos testemunhas de que o "ambiente" geográfico, o "meio" cultural e a exacerbada estrutura econômica que cerca as jovens vítimas (das mais censuráveis violências, tanto físicas como também psicológicas) se sobrepõem desfavorecendo qualquer oportunidade de "libertação" - justa e necessária. Sobre o final da produção - "em aberto", portanto indefinido - prefiro acreditar que a treinadora retornou ao país islâmico para dar continuidade às "aulas" (e, de certa forma, tentar ser um elemento externo àquele vil comportamento, com o intuito de "proteger" o grupo de irmãs - da melhor forma humanamente possível!). É óbvio que todos os espectadores desejavam um salvamento heroico, mas a cineasta Ayub inclina-se ao realismo da situação proposta: uma família economicamente poderosa (e, talvez, até mesmo com associação criminosa no país muçulmano), um contrato de confidencialidade assinado, além das diversas limitações da personagem Sarah... o que, evidentemente, afasta qualquer alternativa excepcional de radical auxílio às pobres "reféns" (onde uma delas, inclusive, aposta mais em um arranjo matrimonial futuro - burocrático e sem afeto - do que nutrir esperanças por qualquer outro mirabolante "elemento salvador"). Uma realidade triste, mas ainda assim sentida por inúmeros vulneráveis dispersos pelo mundo. Enfim, um filme maduro, visceral e eficientemente realista! Indico a audiência desta ímpar produção fílmica. Assistido em: 04 de janeiro de 2026, domingo.

  • Filmow 5 dias atrás

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