Sarah, uma ex-lutadora profissional de kickboxing de Viena, aceita uma oferta para trabalhar como personal trainer para uma família rica no Oriente Médio. Ela se encontra em um mundo estrangeiro, em um palácio atrás de muros e sem acesso à Internet, onde as irmãs são vigiadas 24 horas por dia. Elas não têm interesse em aprender a lutar boxe. Então, por que Sarah foi trazida para cá?
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Exatamente filme , a história é mt boa porém deixou uma ponta solta ,
se as meninas sofriam violência por parte da família , então não faria sentido a mesma contratar uma personal para elas se defenderem
Apreciei deveras esta excelente produção cinematográfica (da talentosa Kurdwin Ayub): suspense, "choques culturais", a independência feminina (no mundo ocidental), as tristes "amarras" opressoras em muitas das regiões onde a sociedade muçulmana se estabeleceu... entre outros temas importantes. Nesta produção fílmica, nos sensibiliza a existência limitada, vigiada e submissa que o grupo de irmãs vivencia, rotineiramente. A entrada da personagem Sarah (que, a princípio, parece externar uma certa repulsa pelos hábitos "mimados" de comportamento das jovens herdeiras muçulmanas), no final nos cria certa "esperança" - em ser a treinadora, uma espécie de "salvadora" em favor de suas alunas. Tragicamente, somos testemunhas de que o "ambiente" geográfico, o "meio" cultural e a exacerbada estrutura econômica que cerca as jovens vítimas (das mais censuráveis violências, tanto físicas como também psicológicas) se sobrepõem desfavorecendo qualquer oportunidade de "libertação" - justa e necessária. Sobre o final da produção - "em aberto", portanto indefinido - prefiro acreditar que a treinadora retornou ao país islâmico para dar continuidade às "aulas" (e, de certa forma, tentar ser um elemento externo àquele vil comportamento, com o intuito de "proteger" o grupo de irmãs - da melhor forma humanamente possível!). É óbvio que todos os espectadores desejavam um salvamento heroico, mas a cineasta Ayub inclina-se ao realismo da situação proposta: uma família economicamente poderosa (e, talvez, até mesmo com associação criminosa no país muçulmano), um contrato de confidencialidade assinado, além das diversas limitações da personagem Sarah... o que, evidentemente, afasta qualquer alternativa excepcional de radical auxílio às pobres "reféns" (onde uma delas, inclusive, aposta mais em um arranjo matrimonial futuro - burocrático e sem afeto - do que nutrir esperanças por qualquer outro mirabolante "elemento salvador"). Uma realidade triste, mas ainda assim sentida por inúmeros vulneráveis dispersos pelo mundo. Enfim, um filme maduro, visceral e eficientemente realista! Indico a audiência desta ímpar produção fílmica. Assistido em: 04 de janeiro de 2026, domingo.
Para mim o que constrói esse filme é
a aparente apatia da personagem a tudo o que acontece. Ela passa por tudo e mesmo assim, mesmo não chorando ou falando, conseguimos ver a dor apenas pelo olhar. Isso constrói uma tensão que persiste durante o filme todo. Pontos para a atriz principal!
Filme austríaco que tem recebido muito reconhecimento e prêmios em festivais europeus.
Um drama muito interessante. Se não me engano teve uma história parecida com essa há uns anos atrás, não sei se na Jordânia ou outro país próximo.