Uma professora universitária (Julia Roberts) se encontra em uma encruzilhada pessoal e profissional quando uma aluna (Ayo Edebiri) faz uma acusação contra um professor (Andrew Garfield), e um segredo obscuro do seu próprio passado ameaça vir à tona.
O filme começa promissor, propondo algumas reflexões éticas e críticas sociais relevantes atualmente. Mas o roteiro não entrega o que se esperava, com um desenrolar confuso e repetitivo da trama principal, que não no final acaba não chegando a lugar nenhum.
Com isso o pior fica por conta da falta de coragem da produção em condenar uma suposta denúncia forjada por parte da estudante contra o professor apenas para se vingar. O que diante do que foi mostrado ao longo do filme era a situação mais provável.
Então apesar da atuação convincente da Julia Roberts e da premissa provocativa sobre a cultura de cancelamento e assassinato de reputações, o filme frustra por vacilar na resolução da trama. O que ajuda a explicar o fracasso de bilheteria e as críticas ruins.
Tirando aqueles tic tac irritantes, você não vê o tempo passar de tão interessante que foi o roteiro. O filme aborda questões que são consideradas polêmicas e que cada um vai ter opiniões diferentes sobre essas questões e principalmente sobre o plot final. A mensagem que eu fui me transmite é que quando o silêncio protege o abusador, ele também aprisiona a vítima — e quem escolhe calar para se salvar descobre que, no fim, ninguém sai ileso da caçada. 🎓🤫⚖️🕸️
vendo o filme e lendo os comentários eu fico me perguntando o que as pessoas consideram engajante atualmente...tudo é preguiçoso hoje em dia, roteiro faco, não desenvolve, não é dramático...ai eu vejo o filme e ele trata de temas profundamentes espinhosos, não existe uma linearidade, não existe o certo e o errado de modo escancarado, não dá pra tomar partido, as personagens são complexas, não dá pra saber em quem confiar, quem diz a verdade, cada um vive o seu e, como espectador, eu não consigo simpatizar com ninguem. quando um filme me engaja desse modo, onde eu não consigo assistir passivamente, minha mente fica o tempo todo considerando as possibilidades e refletindo, comigo mesma, o que tudo isso potencialmente mobiliza em mim, na minha(s) concepção(ões) de mundo, pra mim é longe de ser chato. mas talvez porque minha experiência com filmes atualmente passa muito por essas reflexões — enquanto assisto, o que faz com que, mesmo em uma cena "longa e enfadonha onde nada acontece" pra mim nunca é longa e enfadonha e nada acontece. entre o que acontece "visualmente" na tela, o que é falado e o que isso possivelmente pode representar para o filme existe um mundo. nem tudo é um reels de 15 segundos produzido pra prender sua atenção ao máximo.
eu realmente achei que no final tudo ia ficar bem obrigado e todos iam seguir amigos, luca guadagnino puxou meu tapete, obrigada por me fazer experimentar a complexidade sem tentar capturar minha atenção...fiquei com ódio de todos e também me compadeci por [quase] todos. duvidei como a alma, me senti mal como alma, me compadeci dos homens brancos cis por alguns segundos, fiquei irritada com a maggie sendo uma estudante riquíssima em yale, realmente, a vida é bem complexa.
É um filme que tem tensão do começo ao fim. Um drama psicológico com um grau de thriller. A sonoplastia é o destaque, principalmente nos diálogos aparentemente comuns. As atuações ganham forma com as transformações dos personagens na narrativa. Gostei! Achei, de certa forma, melancólico e bem cru. Quanto ao marido da professora, achei ele fora do padrão e um cara bem sensível, com jeito de terapeuta, mas fica nítido que ele a amava mais e era essa relação que a segurava e a mantinha viva. Talvez porque ele vivia no próprio mundo, ela era a provedora e ele quem cuidava dela e do lar. Sobre isso, tem-se a troca de papéis sociais e de gênero, bem atuais. Alguns diálogos na minha opinião ficaram muito abstratos e subjetivos. Poderiam ter explicado mais algumas cenas e contextualizado também.
"Aconteceu em Yale".
Aconteceu em 'Ela caminha sozinha'.
E acontece em todos os lugares.
Eu entendo os detalhes, eu entendo os sinais. Eu entendo que eles são contados a partir do terceiro ponto de vista.
Mas esse tema precisa de mais.
Esse tema precisa fazer sentir ou não tem razão de existir.
O filme começa promissor, propondo algumas reflexões éticas e críticas sociais relevantes atualmente. Mas o roteiro não entrega o que se esperava, com um desenrolar confuso e repetitivo da trama principal, que não no final acaba não chegando a lugar nenhum.
Com isso o pior fica por conta da falta de coragem da produção em condenar uma suposta denúncia forjada por parte da estudante contra o professor apenas para se vingar. O que diante do que foi mostrado ao longo do filme era a situação mais provável.
Então apesar da atuação convincente da Julia Roberts e da premissa provocativa sobre a cultura de cancelamento e assassinato de reputações, o filme frustra por vacilar na resolução da trama. O que ajuda a explicar o fracasso de bilheteria e as críticas ruins.
Tirando aqueles tic tac irritantes, você não vê o tempo passar de tão interessante que foi o roteiro. O filme aborda questões que são consideradas polêmicas e que cada um vai ter opiniões diferentes sobre essas questões e principalmente sobre o plot final.
A mensagem que eu fui me transmite é que quando o silêncio protege o abusador, ele também aprisiona a vítima — e quem escolhe calar para se salvar descobre que, no fim, ninguém sai ileso da caçada. 🎓🤫⚖️🕸️
vendo o filme e lendo os comentários eu fico me perguntando o que as pessoas consideram engajante atualmente...tudo é preguiçoso hoje em dia, roteiro faco, não desenvolve, não é dramático...ai eu vejo o filme e ele trata de temas profundamentes espinhosos, não existe uma linearidade, não existe o certo e o errado de modo escancarado, não dá pra tomar partido, as personagens são complexas, não dá pra saber em quem confiar, quem diz a verdade, cada um vive o seu e, como espectador, eu não consigo simpatizar com ninguem. quando um filme me engaja desse modo, onde eu não consigo assistir passivamente, minha mente fica o tempo todo considerando as possibilidades e refletindo, comigo mesma, o que tudo isso potencialmente mobiliza em mim, na minha(s) concepção(ões) de mundo, pra mim é longe de ser chato. mas talvez porque minha experiência com filmes atualmente passa muito por essas reflexões — enquanto assisto, o que faz com que, mesmo em uma cena "longa e enfadonha onde nada acontece" pra mim nunca é longa e enfadonha e nada acontece. entre o que acontece "visualmente" na tela, o que é falado e o que isso possivelmente pode representar para o filme existe um mundo. nem tudo é um reels de 15 segundos produzido pra prender sua atenção ao máximo.
eu realmente achei que no final tudo ia ficar bem obrigado e todos iam seguir amigos, luca guadagnino puxou meu tapete, obrigada por me fazer experimentar a complexidade sem tentar capturar minha atenção...fiquei com ódio de todos e também me compadeci por [quase] todos. duvidei como a alma, me senti mal como alma, me compadeci dos homens brancos cis por alguns segundos, fiquei irritada com a maggie sendo uma estudante riquíssima em yale, realmente, a vida é bem complexa.
É um filme que tem tensão do começo ao fim. Um drama psicológico com um grau de thriller. A sonoplastia é o destaque, principalmente nos diálogos aparentemente comuns. As atuações ganham forma com as transformações dos personagens na narrativa. Gostei! Achei, de certa forma, melancólico e bem cru. Quanto ao marido da professora, achei ele fora do padrão e um cara bem sensível, com jeito de terapeuta, mas fica nítido que ele a amava mais e era essa relação que a segurava e a mantinha viva. Talvez porque ele vivia no próprio mundo, ela era a provedora e ele quem cuidava dela e do lar. Sobre isso, tem-se a troca de papéis sociais e de gênero, bem atuais. Alguns diálogos na minha opinião ficaram muito abstratos e subjetivos. Poderiam ter explicado mais algumas cenas e contextualizado também.