É quase verão na Suécia, proliferam indiscrições e más condutas. Leif gosta de se exibir para seus amigos e faz brincadeiras obscenas, especialmente quando está bêbado. Entretanto, a virtuosa professora da escola fundamental não sabe como impor limites: ela insiste que seus colegas professores necessitam de alguma orientação. Então há duas jovens adolescentes que gostam de posar para fotos sexies e dar festas. Porém, uma noite, no parque, um estranho encontra uma das garotas desmaiada pelo excesso de bebida. Um olhar bem-humorado sobre aprender, repreender e dar limites.
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As Novas Desventuras de Cliff Booth
um filme de hiperligacao (o q eh diferente de filmes antologicos) com 3 das estorias bem interessantes em seus pos-atos. Ja nao gostei das cenas das adolescentes e da festa dos ricos, foi um pouco distante e tratada como algo casual, apesar de em ambas, a morte estava rondando.
Eu estou vendo a filmografia do Ruben de tras pra frente e este eh mais uma obra q mostra q ele eh um diretor criativo e inventivo dentro do cotingente e cotidiano.
Situações cotidianas, com uma técnica de filmagem estática e com alguns personagens fora de quadro, o que nos coloca na condição de voyeur incompleto. As histórias em si, nem todas são interessantes.
Várias pequenas histórias que se conectam em seu olhar atento ao ser humano. A conexão é a ruptura, com as fraquezas e incertezas que escondemos ou que mascaramos de alguma forma, seja pela bebida ou por mostrar uma força inexistente, seja pela imaturidade ou imposições do grupo social. Um filme que fica mais interessante quando se tem todo o conjunto, trabalho do sueco Ruben Östlund de 2008, que cada vez se torna seus trabalhos mais interessante, como The Square e Triangle of Sadness. Bom trabalho de câmera e um elenco interessante ajudam a construir esse mosaico.
O dilema é bem trabalhado dentre as histórias que se conectam através da moralidade dúbia que compartilham. Algumas mais eficazes que outras mas num geral bem efetivo.
É uma amostra interessante do agudo crítico social que Ruben Östlund viria a se tornar, desembocando no ótimo Triângulo da Tristeza. Aqui vemos alguns sketchs curtos e com pouca ligação uns com os outros, mas que aos poucos vão evoluindo e deixando sua marca, com situações inusitadas e personagens marcantes. A histórias das duas adolescentes embriagadas é a melhor, e demonstra lampejos da genialidade do autor.