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Data de lançamento
7 Out. 2026Duração
Isabel, uma sommelière frustrada na alta gastronomia paulistana, sonha em deixar o seu atual emprego em um restaurante tradicional e abrir seu próprio bar de vinhos, onde terá total liberdade criativa. Quando seus planos não evoluem como o esperado, Isabel precisa decidir entre abandonar a sua ideia ou arriscar tudo para seguir num caminho independente.
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Não tenho certeza se saí da sessão com a taça meio cheia ou meio vazia.
O filme como um todo é agradável, sobretudo para quem tem algum tipo de relação idealizada com o centro de São Paulo. Resumidamente, Isabel está em um trabalho que não curte mais e deseja abrir um bar de vinhos, na centro de SP, que a mesma descreve como seu "cantinho no mundo"; a partir daí, a questão que fica do filme é que desse resumo acima, somente aos vinhos se dá uma profundidade satisfatória.
Não há nenhum personagem que poderíamos chamar de bem desenvolvido aqui, mas de alguma forma, a personagem título consegue passar ainda mais despercebida para além do seu sonho vocacional, mesmo com uma notável entrega de Person. Nessa mesma lógica, o centro de São Paulo, que imageticamente costuma ser a base desse tipo de trama, pouco aparece no bonito granulado da película de 16mm da produção.
Não dá pra dizer que o filme está "mal engarrafado" no apelo representativo do perfil "pessoal descolado do centro de São Paulo", mas abrir mão de dar mais relevo a sua protagonista e aos conflitos sugeridos, enfraquece bastante o peso e a conexão possível com história em si.
Por fim, ao expectador que sair acometido da sensação de "copo meio vazio", Isabel (2026) indica tanto no seu tema, quanto no nome do ansiado bar, a obra de Alexander Payne, como um bom comerciante que não tendo a disposição determinado produto, indica o local mais próximo onde esse pode ser encontrado.