Mais um filme (força de expressão) a lutar pelo duvidoso título de "primeiro longa-metragem sergipano", esta obra realizada por um dos mais rejeitados realizadores locais parece emular o estilo cômico das telenovelas das 18h: um apanhado imenso de personagens terciários, situações que passam da comédia caricatural ao sub-melodrama criminal em instantes, contando com atuações esforçadas porém abaixo de sofríveis e um roteiro que converte todo mundo em agente de misantropia e apelo veemente à corrupção enquanto 'status quo'. Os diálogos machistas não são novidades, infelizmente, na carreira malquista do diretor, também responsável pela fotografia e montagem, sendo ambas mui deficitárias. No primeiro caso, os resultados são até suportáveis e/ou compreensíveis, dadas as dificuldades de financiamento (nesse caso, por vias completamente independentes), mas, no segundo, os maus efeitos são imperdoáveis. idem quanto ao sobejo de erros de escrita nos créditos e anúncios finais. Juro que estou esforçando-me para encontrar algum mérito nesta obra (destacar a beleza física de alguns dos atores secundários talvez seja referendar o cabedal de preconceitos que o filme destila), mas é difícil: quando um repórter televisivo de incitação à violência aparece, numa das seqüências finais, o filme assume a peçonha pré-bolsonarista, também evidente no discurso de um marido que ensina a esposa a ser "uma mulher de bem". Difícil de suportar: não há sergipanidade que justifique. Mas acreditem: poderia ser pior! :( - WPC>
Mais um filme (força de expressão) a lutar pelo duvidoso título de "primeiro longa-metragem sergipano", esta obra realizada por um dos mais rejeitados realizadores locais parece emular o estilo cômico das telenovelas das 18h: um apanhado imenso de personagens terciários, situações que passam da comédia caricatural ao sub-melodrama criminal em instantes, contando com atuações esforçadas porém abaixo de sofríveis e um roteiro que converte todo mundo em agente de misantropia e apelo veemente à corrupção enquanto 'status quo'. Os diálogos machistas não são novidades, infelizmente, na carreira malquista do diretor, também responsável pela fotografia e montagem, sendo ambas mui deficitárias. No primeiro caso, os resultados são até suportáveis e/ou compreensíveis, dadas as dificuldades de financiamento (nesse caso, por vias completamente independentes), mas, no segundo, os maus efeitos são imperdoáveis. idem quanto ao sobejo de erros de escrita nos créditos e anúncios finais. Juro que estou esforçando-me para encontrar algum mérito nesta obra (destacar a beleza física de alguns dos atores secundários talvez seja referendar o cabedal de preconceitos que o filme destila), mas é difícil: quando um repórter televisivo de incitação à violência aparece, numa das seqüências finais, o filme assume a peçonha pré-bolsonarista, também evidente no discurso de um marido que ensina a esposa a ser "uma mulher de bem". Difícil de suportar: não há sergipanidade que justifique. Mas acreditem: poderia ser pior! :( - WPC>