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Data de lançamento
18 Maio 2013Duração
A trama, baseada em fatos reais, narra a história da amizade entre o aclamado etnólogo e psicólogo Georges Devereux e um índio americano. Jimmy Piccard, um índio americano da etnia Blackfoot que lutou na Segunda Guerra e volta traumatizado ao seu país, com fortes dores de cabeça. Ele vai parar num hospital especializado e começa a se consultar com Georges Devereux (Mathieu Amalric), um divertido psicólogo e antropólogo húngaro que gosta de se passar por francês. Georges começa a descobrir que os traumas de Jimmy têm pouco a ver com a guerra e muito a ver com episódios de sua infância e o desastre de suas relações amorosas – incluindo uma filha que ele abandonou.
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Marília Mendonça: Sentimento Louco
Filme muito interessante, saúde mental, antropologia e história em camadas, com ótimas atuações, e uma dobradinha legal do elenco estadunidense com o francês, merecia ser mais conhecido.
Que bela surpresa! Um ótimo filme, com boa história, roteiro tranquilo, diálogos inteligentes e interpretações convincentes de todo o elenco. Nota 8.
Em 1948, o veterano da Segunda Guerra Jimmy Picard (Benicio Del Toro) sofre com terríveis dores de cabeça, falta de ar e pesadelos. Descendente de índios, Picard é levado por sua irmã (Michelle Trush) para uma hospital militar psiquiátrico em Topeka no Kansas.
Após diversos exames, os médicos acreditam que ele sofra de esquizofrenia, mas para um diagnóstico correto, o diretor do local convida o antropólogo Georges Devereux (Mathieu Amalric) para examinar Picard.
Especialista em costumes indígenas, Devereux vê a chance de ajudar o paciente e também de se aprofundar nos seus estudos ligando antropologia e psiquiatria.
Baseado na história real que rendeu um famoso livro de Georges Devereux, este filme é uma longa sessão de terapia. A narrativa foca nas crises do protagonista vivido por Benicio Del Toro e nas conversas com o psiquiatra que aos poucos desvenda as causas por trás do sofrimento do paciente.
A história não tem vilões ou reviravoltas, a proposta é detalhar a troca de informações e de conhecimentos entre médico e paciente. É um longa indicado para quem tem curiosidade sobre psicologia e psiquiatra. Para quem não gosta do tema, o filme com certeza será cansativo.
Perfeito. Gostei Muito!!
Ótimo drama, fotografia, trilha suave, e atuação intensa do Benício Del Toro.
Curti esse lance de "terapia total" no filme. Porém me incomoda filmes muito extensos acima de 1h 20m.
Opinão sobre o filme:
Mergulha bem sobre a relevância da psicologia.
Deixa bem claro que um bom psicólogo deve ser além de um profissional, também um disposto "amigo" (bom ouvinte, aquele que dá o ombro pra ouvir, entender, e orientar; ou seja, a verdadeira empatia em pessoa) capaz e com a boa vontade de orientar o seu paciente. Fazendo o paciente aprofundar em si mesmo, revelar, e expor os seus males, e questionamentos. Dessa forma então, conseguirem juntos como se fossem "dois amigos", se desvencilharem do mal da alma. E chegar fazer o paciente conseguir se equilibrar nas próprias pernas (antes bambas por algum motivo psicológico: trauma, etc), trilhar com as pernas (agora firmes), o seu próprio destino.
Opinião pessoal:
Eu, como estou num processo de tratamento psicológico, adorei o filme.
Me ajudou a perceber exatamente isso. Como é importante um amigo de verdade. E um bom profissional de saúde mental, se for esse "amigo especial", se ele empenhar... E claro ter um paciente disposto, podem juntos vencer os males e ir de encontro a uma possível solução de cura.
"Quem está em paz consigo mesmo, está em paz com os outros."
(frase do filme)
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Desplechin filma uma terapia, mas o que se vê no filme é um puta thriller psicológico. Em nenhum momento achei arrastado como disseram aqui. A edição, mais picotada, aliás, é justamente pra evitar esse tipo de sensação. Um tour pela mente de um homem quebrado. Como não amar?