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A mesma bagunça de sempre que nós amamos. Nesse ano temos dois arcos; o primeiro é muito referencial ao Slasher, como se espera, cheio de sangue, gritos e violencia gratuita, mas com muito pouco do adorável cinismo que tão bem marca o show - menos a premiere. Já no segundo isso retorna com mais força e a série sobe consideravelmente de qualidade. A mitologia da série já é tão robusta que não causa mais espanto ver fantasmas fazendo sexo e fumando maconha, mas o absurdo da situação continua, o que leva a série por um caminho comico, de humor negro. E e essa sua principal qualidade, não o terror propriamente.
Parece que o Sorrentino deixou o roteiro de lado e usou a série como exercício de estética. A direção de arte e a fotografia são sublimes, conseguem realçar toda a grandeza e força da Igreja apenas através dos cenários e figurinos, e tudo isso de uma forma incrivelmente moderna, sem soar pedante. Já o roteiro é meio tropego, sem ritmo e sem foco, demora pra engrenar, e quase nunca se aprofunda nas várias tramas que aborda. Isso já acontecia em Young Pope, mas aqui saiu dos limites. Mas foda-se, a fotografia é realmente foda. Eu não consigo imaginar como essa série não foi filmada no Vaticano.
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O Oscar 2017 está logo aí e teremos o nosso tradicional BOLÃO DO OSCAR FILMOW!
Serão 3 vencedores no Bolão com prêmios da loja Chico Rei para os três participantes que mais acertarem nas categorias da premiação. (O 1º lugar vai ganhar um kit da Chico Rei com 01 camiseta + 01 caneca + 01 almofada; o 2º lugar 01 camiseta da Chico Rei; e o 3º lugar 01 almofada da Chico Rei.)
Vem participar da brincadeira com a gente, acesse https://filmow.com/bolao-do-oscar/ para votar.
Boa sorte! :)
* Lembrando que faremos uma transmissão ao vivo via Facebook e Youtube da Casa Filmow na noite da cerimônia, dia 26 de fevereiro. Confirme presença no evento https://www.facebook.com/events/250416102068445/
Uma das obras definitivas sobre os tempos que vivemos. Em meio a uma luxuosa fotografia de um mundo fake, quase morto, temos esse protagonista letárgico que, mesmo em meio aos mais variados tipos de estímulos modernos, permanece completamente inerte e desinteressado. O próprio rimo da série então se adequa a essa percepção de mundo, sendo bem vagaroso em sua maioria, com cenas e planos bem longos e diálogos bem arrastados. Quem procura entretenimento vai se arrepender, claramente essa não é a intenção do Refn aqui.
A única coisa que consegue tirar o nosso herói desse estado de letargia é a violencia. Ele não possui nenhuma ambição, desejo ou senso de moral. Como um animal, tudo que ele quer é machucar e matar. E, de novo, a própria obra vai lá e romantiza a violencia, glorifica, quase que de forma ritualística, se adequando a noção de mundo do personagem - tem uma cena de perseguição no episódio 5 que ilustra bem isso. E o mais espantoso de tudo é que na America de Refn, o personagem não é um serial killer, não é um marginal, é simplesmente um americano médio.
A série, como um todo, é uma sátira muito bem bolada da America do Trump, e isso fica evidente na forma que retrata a corporação policial. Nesse Novo Mundo, não existe mocinhos, não existem vilões, todos são filhos da puta e a vida é uma selva de neons.