Depois de minha insatisfação diante de MAMATA, surpreendo-me com a extrema qualidade desta continuação da saga do protagonista, uma espécie de autocrítica exagerada do próprio diretor. Não sabia que sua saga fazia parte de um percurso maior (há outro filme prévio em que ele parece), mas faz sentido o seu autodiagnóstico enquanto sistema neste filme mais recente: quantos e quantos Joderes não impregnam o nosso convívio cotidiano, advindos dos encontros acadêmicos e desembocando em frustrações perenes no estabelecimento profissional advindo. Se, no filme anterior, Joder era mostrado da maneira mais (intencionalmente) insuportável possível, em seus choramingos de classe, aqui já sabíamos o que iríamos encontrar em relação ao alter-ego mencionado. E, para a nossa surpresa, ele é digno de compaixão ao assumir a sua própria carência tendente à peçonha relacional. Joder tenta assumir-se enquanto pessoa - logo, digno de erros - e não como o estereótipo irritante do filme anterior. Como aconteceu antes, direção e interpretação central/egocêntrica são ótimas (só faltou uma cena de nudez - risos) e as interações do protagonista com seus parentes e com a ex-namorada são incríveis. Há muito mais cenas externas neste novo capítulo de sua existência e uma inteligente reutilização do cânone musical do petismo em consolidação histórica. Fiquei impressionado: ótimo, de verdade! (WPC>)
Silêncio, pois o joderismo é contagioso.
Marcus Curvelo surpreende.
Depois de minha insatisfação diante de MAMATA, surpreendo-me com a extrema qualidade desta continuação da saga do protagonista, uma espécie de autocrítica exagerada do próprio diretor. Não sabia que sua saga fazia parte de um percurso maior (há outro filme prévio em que ele parece), mas faz sentido o seu autodiagnóstico enquanto sistema neste filme mais recente: quantos e quantos Joderes não impregnam o nosso convívio cotidiano, advindos dos encontros acadêmicos e desembocando em frustrações perenes no estabelecimento profissional advindo. Se, no filme anterior, Joder era mostrado da maneira mais (intencionalmente) insuportável possível, em seus choramingos de classe, aqui já sabíamos o que iríamos encontrar em relação ao alter-ego mencionado. E, para a nossa surpresa, ele é digno de compaixão ao assumir a sua própria carência tendente à peçonha relacional. Joder tenta assumir-se enquanto pessoa - logo, digno de erros - e não como o estereótipo irritante do filme anterior. Como aconteceu antes, direção e interpretação central/egocêntrica são ótimas (só faltou uma cena de nudez - risos) e as interações do protagonista com seus parentes e com a ex-namorada são incríveis. Há muito mais cenas externas neste novo capítulo de sua existência e uma inteligente reutilização do cânone musical do petismo em consolidação histórica. Fiquei impressionado: ótimo, de verdade! (WPC>)