Yoshida retoma sua jornada contra o moralismo sexual em um conto simples é verdade mas sua estética apuradíssima é de deixar qualquer espectador boquiaberto. Ainda em sua fase mais convencional , não há absolutamente nada de comum em seus enquadramentos.
Se a grande explosão de inovação do cinema japonês da década de 60 foi precário em se tratando de nomes femininos no papel central da direção desses filmes, não o foi no papel de protagonistas: desde o cinema clássico de Ozu, Naruse e Mizoguchi as mulheres estão no centro dos questionamentos.. Yoshida dá um passo além: é um estilista escandaloso da imagem e do feminino; suas protagonistas geralmente embarcam em viagens psicológicas que usualmente se convertem em descobertas eróticas significativas. Não é diferente com Oriko: peregrinação profunda dentro do próprio eu que, como uma flor que se abre, explode em erotismo para o mundo. Maravilhosas imagens conjugadas com uma história igualmente brilhante. Amo Yoshida!
Yoshida retoma sua jornada contra o moralismo sexual em um conto simples é verdade mas sua estética apuradíssima é de deixar qualquer espectador boquiaberto. Ainda em sua fase mais convencional , não há absolutamente nada de comum em seus enquadramentos.
Ótimo filme do Yoshida, um turbilhão de relacionamentos complexos, lembra em muito a mesma pegada de Paixão Ardente, filme tão bom quanto.
Se a grande explosão de inovação do cinema japonês da década de 60 foi precário em se tratando de nomes femininos no papel central da direção desses filmes, não o foi no papel de protagonistas: desde o cinema clássico de Ozu, Naruse e Mizoguchi as mulheres estão no centro dos questionamentos.. Yoshida dá um passo além: é um estilista escandaloso da imagem e do feminino; suas protagonistas geralmente embarcam em viagens psicológicas que usualmente se convertem em descobertas eróticas significativas. Não é diferente com Oriko: peregrinação profunda dentro do próprio eu que, como uma flor que se abre, explode em erotismo para o mundo. Maravilhosas imagens conjugadas com uma história igualmente brilhante. Amo Yoshida!