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Data de lançamento
24 Set. 2018Duração
Buscando um novo recomeço, Julia (Umbra Colombo), uma ex-dançaria de 40 anos, se muda com sua filha Malena (Victoria Castelo Arzubialde), de 12 anos, para as montanhas de Córdoba, na Argentina. Apesar do seu marido, pai da menina, ter falecido há algum tempo, ambas enfrentam um longo período de luto, que acabou por distanciar uma da outra. Os dias passam e o aparecimento de um amigo de longa data de Julia, Gaspar, agita a rotina da casa, provocando um despertar de mãe e filha para novas experiências.
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Que dó da menina..
Saí da sala do cinema e escutei duas mulheres no banheiro falando que o filme tinha sido horrível. Cheguei aqui e me deparo com uma média 2.8 (tudo bem, só duas pessoas o haviam avaliado). Isso me surpreendeu um pouco, Porque esse filme mexeu muito comigo, e me fez entender, uma vez mais, como essas experiências cinematográficas são subjetivas.
Enfim, eu concordo que “Luiza e a Raposa” não é, nem de longe, uma obra prima Argentina. Achei a interpretação da Umbra Colombo bem mais ou menos e achei que eles aproveitaram muito pouco da paisagem de Córdoba, que é um paraíso na Terra. Mas igualmente a mensagem me emocionou demais, já que é um filme que fala sobre luto, desconstruções e resignificações.
Luiza é uma mulher que ainda vive a elaboração do luto, e pelo que eu entendi, na época em que era atriz, não estava muito presente com a filha, que também vive o luto da morte do pai. Malena ‘rapidamente’ encontra um novo sopro de esperança para viver, enquanto Luiza, que pra mim é representada pela raposa, não consegue. Assim como a raposa, Luiza prefere a solidão. Achei muito forte tudo isso, e sai do cinema realmente arrasada.
As pausas dramáticas com foco nos personagens eram sinais que ali acontecia muito mais coisas do que a tela era capaz de nos transmitir.