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Envolvido na venda ilegal de uísque, o contraventor Stênio Sales se encanta pela cantora Beth. O homem argumenta interesse em agenciar a moça e, de fato, a torna conhecida em todo o país. A jovem, no entanto, é apaixonada pelo compositor Guy, o que provoca crises de ciúme no empresário.
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Reassistido via YouTube em 24/07/2026.
"Juventude e Ternura" (1968) é uma cápsula do tempo da Jovem Guarda, funcionando muito mais como uma peça de marketing musical para consagrar a cantora Wanderléa no cinema do que como uma obra cinematográfica de narrativa profunda. Dirigido por Aurélio Teixeira, o longa-metragem reflete a ingenuidade e o charme do movimento cultural pop brasileiro dos anos 1960.
O grande destaque do filme é o seu valor musical. Além das performances marcantes da própria "Ternurinha" — interpretando clássicos como "Foi Assim" e "Finalmente Encontrei Você" —, o longa conta com participações e composições de peso, incluindo Caetano Veloso, Erlon Chaves, Ed Lincoln e Miriam Makeba.
Para os fãs de nostalgia, o filme é um excelente registro visual dos figurinos, cortes de cabelo, carros e gírias do universo da Jovem Guarda. A presença de atores consagrados do cinema nacional como Anselmo Duarte e Jorge Dória confere certa dignidade técnica às cenas.
Com um roteiro clichê e raso, a narrativa segue a cartilha mais previsível dos romances musicais da época (a menina humilde que alcança a fama, mas sofre por amor). Os conflitos são resolvidos de forma apressada e artificial.
Sendo um veículo de promoção pessoal, a atuação de Wanderléa foca mais em manter sua imagem doce e carismática do que em entregar profundidade dramática. Seus diálogos são curtos, intercalados por números musicais exaustivos. Pela nostalgia, leva 3 estrelas.
A despeito de Wanderléia ostentar o cartaz e ser metonimizada titularmente, ela torna-se coadjuvante em sua própria história, visto que a narrativa abandona os válidos pontos de partida musical e romântico para focalizar nas desventuras criminais do personagem de Anselmo Duarte - não ~toa interessantes infelizmente. Gostei muito dos números musicais (sobretudo, os lentos) e fiquei encantado pelo jovem Ênio Gonçalves (perdoem-me a objetificação, mas a cena da sunga vermelha no Arpoador é antológica!). Abobalhado em algumas soluções e anticlimático no desfecho, mas gostoso de ser visto, de modo que é um filme que eu gostaria de ter em DVD, para reacessar em instantes de borocoxismo, como aconteceu neste primeiro contato, via Canal Brasil. Serviu! (WPC>)
Traz o mesmo clima de aventura com números musicais que fizeram o sucesso da dupla Roberto & Erasmo sob a direção de Roberto Farias. O acréscimo luxuoso de Anselmo Duarte refresca tanto amadorismo e equívocos. Dória e Roberto se sobressaem numa trama feita para Wanderléia brilhar e ela não faz feio.
Filme muito bacana. A cena em que Wandeca canta "Ternura" é lindíssima!
Aliás, a cantora foi dublada (nos diálogos) pela atriz Norma Blum.
A estória começa morna mais melhora e tem um final emocionante . Ganha 1 ponto a mais pela trilha sonora e por retratar uma bela época em que tínhamos esperança num Brasil e num mundo melhor . Eu tinha 3 anos nesta época que durou até o início dos anos 70 ( época meio hippie ) . Wanderléia modificou do início do filme ( mais bochechuda ) para o final mais magra e bonita . Alguém percebeu ? Recomendo e favorito .